Ex-secretário Paulo Taques se torna réu por esquema de grampos ilegais

O ex-secretário tem agora 10 dias para se manifestar nos autos

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques tornou-se réu na Justiça pelo esquema de escutas clandestinas durante o governo de seu primo, o ex-governador Pedro Taques (PSDB). A denúncia foi recebida pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (31).

Paulo Taques foi denunciado em um aditamento feito pelo próprio procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, no dia 15 de julho.

Conforme o PGJ, o ex-secretário criou uma “história cobertura” para atender seus interesses pessoais e políticos, induzindo duas delegadas ao erro e levando-as a grampear sua ex-amante, Tatiane Sangalli, e uma ex-servidora da Casa Civil.

Paulo Taques tem, agora, dez dias para se manifestar nos autos.

Arquivamento

Na mesma decisão, o juiz também acatou a manifestação do Ministério Público do Estado para arquivar o inquérito policial contra as delegadas da Polícia Civil Alana Darlene Souza Cardoso e Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino.

Antônio Borges considerou que não havia elementos probatórios de uma eventual prática criminosa da parte delas, e que elas foram convencidas pelos argumentos de Paulo Taques.

No documento, escreveu que “na ânsia de apurar a suposta ameaça, utilizaram-se do caminho errado, afastando-se da devida lealdade ao Poder Judiciário e ao Ministério Público esperada de quem exerce o relevante cargo de Delegado de Polícia”.

“Isto posto, em consonância com o parecer ministerial, determino o arquivamento do inquérito policial em relação às investigadas Alana Darlene Souza Cardoso e Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino pela prática, em tese, do crime previsto no art. 10 da Lei n. 9.296/96, por atipicidade de suas condutas”, decidiu o juiz.

Outro lado

Ao LIVRE, Paulo Taques informou que soube do recebimento da denúncia por meio da imprensa, e que apenas vai se manifestar quando tomar conhecimento do teor da denúncia.

“Eu nunca fui sequer ouvido sobre esse assunto, nunca me chamaram para prestar depoimento. Agora que vai ter o processo, eu vou usá-lo para esclarecer tudo, falar pela primeira vez e me defender”, informou.

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