Entidades empresariais de Mato Grosso cobraram de candidatos ao Senado o destrave da reforma econômica no país, na esperança de que isso viabilize os negócios para pequenos e médios empresários no Estado.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), grupo que aglomera mais de 500 entidades, aponta que a legislação precisa ser modernizada para permitir que os setores econômicos se adaptem ao cenário econômico mundial, com projeção de crescimento com o aferrecimento da pandemia.
O destaque fica com o turismo, cuja estimativa de crescimento, já a partir do terceiro trimestre 2022, está acima da média do desenvolvimento econômico global. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) diz que a expansão do turismo deve chegar a 5,8% até o fim de 2023 e representar 11,2% da economia global.
Documentos com dados e projeção da economia nacional e regional foram entregues aos candidatos ao Senado, Wellington Fagundes (PL) e Antônio Galvan (PTB) no primeiro debate entre os concorrentes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. Neri Geller (PP), que faz parte do top 3, não compareceu ao evento.

Conforme os ofícios, assinados simbolicamente pelos candidatos, o Congresso precisa urgentemente pensar em leis para implantar a reforma tributária no país – a pedra no sapato de vários governos há anos – e racionalizar os gastos públicos para reduzir as despesas.
Esses assuntos são apontados num cenário, de saída da pandemia, em que o número de microempreendedores individuais (MEIs) cresceu e tenderia a se consolidar.
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“A redução da carga tributária brasileira é fundamental para incentivar o empreendedorismo e promover o crescimento econômico. O peso dos tributos e dos impostos no Brasil revela a necessidade de a sociedade financiar um Estado cada vez mais presente no dia a dia das empresas”, pontua o documento.
A avaliação é que a diminuição do peso dos encargos tributários para empresários passaria pelo fim da cobrança do imposto substituto do ICMS para optantes do Simples Nacional e a redução a taxação para micros e pequenos empresários.
Essas dificuldades levariam ao crescimento do mercado de trabalho informal, como saída para a crise econômica, e da pirataria.
Turismo
A expansão do turismo é o assunto mais urgente. Um documento com 30 páginas, com análise do setor para os próximos anos, mostra as dificuldades de Mato Grosso em se estruturar para entrar na competição.

Conforme empresas do setor, os governos brasileiros precisam descobrir a exploração turística como “vocação econômica”. Dados divulgados no primeiro semestre pelo Instituto de Pesquisa Fecomércio (IPF) mostram que o setor no estado está saturado, com falta de mão de obra qualificada e infraestrutura.
Conforme o documento, esses pontos são cruciais para o setor para destravar a mobilidade entre as cidades com mercado turístico. As deficiências de hoje vão de desconexão entre as empresas, baixa tecnologia, com escassa rede de comunicação no interior do estado, carência de financiamento.




