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Empresas acusadas de esquema na saúde negam eventual acordo de delação premiada

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Camilla Zeni

Depois da segunda prisão do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, empresários e ex-servidores da Pasta envolvidos na Operação Sangria, que apura esquema de fraudes em contratos e licitações para monopólio da Saúde em Mato Grosso, ganhou força nos bastidores a informação de que os líderes do suposto esquema criminoso estariam negociando uma possível colaboração premiada com o Ministério Público do Estado (MPE). A assessoria jurídica das empresas envolvidas, porém, nega.

“A respeito das notícias divulgadas na imprensa sobre suposta negociação de colaboração premiada por parte dos médicos e outros funcionários das empresas Qualicare e Pró-Clin , a assessoria jurídica esclarece que inexiste qualquer tratativa nesse sentido”, limitou-se a informar, por meio de nota à imprensa, nesta sexta-feira (12).

A expectativa da possível delação premiada também aumentou depois que, nesta semana, um pedido da defesa do ex-secretário e dos empresários Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer tirou de pauta o habeas corpus dos chamados “líderes” do esquema. O caso seria devido à tal delação, que supostamente entregaria diversos políticos pelo esquema na Saúde.

O grupo foi preso duas vezes, depois que o desembargador Alberto Ferreira de Souza reformou sua decisão liminar que deu liberdade aos envolvidos.

Na quarta-feira (10), porém, a 2ª Câmara Criminal decidiu, por unanimidade, soltar quatro dos sete presos da operação. Estes foram considerados os “subalternos” da organização criminosa.

O caso veio à tona em dezembro de 2018, com a deflagração da Operação Sangria. No entanto, na primeira fase da diligência, foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão. Já na segunda-fase, supostos líderes e operadores do esquema foram presos, acusados de, inclusive, obstrução da justiça e destruição de provas.

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