Empresa alega que informou à secretaria que remédios estavam vencidos no ano passado

Proprietário da Norge Pharma assegurou que quando assumiu o estoque, em 2020, o problema já estava lá

Reprodução

O dono da empresa Norge Pharma, administradora do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC), Dirceu Luís Pedroso Junior, disse, em testemunho à CPI dos Medicamentos, que a Secretaria Municipal de Saúde recebe avisos sobre o vencimentos dos produtos com até 90 dias antecedência. 

Pedroso Júnior foi ouvido em oitiva virtual na tarde desta sexta-feira (28) por mais de duas horas. Ele relatou que a Norge Pharma assumiu a administração do CDMIC em fevereiro de 2020 e , desde então, “nenhum medicamento” teria sido recebido prestes a vencer. 

“Nenhum medicamento vencido entrou no CDMIC após o início da nossa gestão. Quando entramos, já haviam medicamentos vencidos, mas não foram comprados pela Norge Pharma”, assegura.

Câmara de Vereadores de Cuiabá está investigando a perda de medicamentos (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Periodicidade de relatórios 

O empresário afirmou que sua empresa identificou o problema no estoque da central de distribuição e encaminhou um relatório parcial à secretaria no fim de março do ano passado. O documento, segundo ele, já apresentaria informações sobre medicamentos e insumos fora do prazo.  

O levantamento final, fechado no início de junho, incluiria também dados sobre produtos disponíveis no estoque, mas fora do cadastro do sistema do CDMIC. Um processo de varredura que também serviu para abastecer de informações o banco de dados que Norge Pharma opera até hoje no CDMIC.   

“Nós informamos à secretaria com prazo de até 90 dias, ela sabia o que iria vencer com em 30, 60, 90 dias. Nós alertamos sobre esses vencimentos, isso está documentado”, disse.

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Excesso de estoque 

Na quarta-feira (26), o ex-secretário Municipal de Saúde, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, afirmou em seu depoimento que Cuiabá tem “histórico de super compra”, cujos valores de excessos chegaram a R$ 50 milhões. 

O fato também foi confirmado pelo empresário Dirceu Luís Pedroso Junior. Ele assegurou que havia em estoque “quantidades excessivas” de medicamentos e insumos adquiridos em anos anteriores à gestão Norge Pharma.  

 

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