Efeito pandemia: pacientes com doença crônica estão sendo prejudicados, alerta médico

Responsável pelo tratamento da diabetes na policlínica do Coxipó, em Cuiabá, afirma que estratégia da prefeitura tem afetado a saúde de pacientes

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A suspensão de atendimento dos ambulatórios nas policlínicas de Cuiabá pode estar prejudicando a saúde de doentes com necessidade de cuidados regulares. A denúncia foi feita pelo médico Rui Gonçalves, responsável pelo tratamento de pacientes da diabetes na policlínica do Coxipó. 

Ele alerta que a estratégia adotada pela Secretaria de Saúde de apenas receitar medicamento não tem surtido efeito suficiente para o controle dos sintomas das doenças. 

“Só existe o coronavírus agora, as pessoas não morrem mais de outras coisas. Isso está prejudicando os pacientes de asma, psiquiátrico e diabetes, por exemplo, que precisam de cuidados regulares e não estão recebendo”, disse. 

Os atendimentos eletivos começaram a ser suspensos em Cuiabá no fim de março como medida de prevenção ao contágio do novo coronavirus. E para o caso dos pacientes asmáticos e diabéticos a recomendação tem sido reforçada por causa da classificação em grupo de risco com comorbidade. 

No entanto, o médico Rui Gonçalves afirma que existe distorção para o caso desses pacientes. Segundo ele, a suspensão do atendimento em ambulatório pode estar contribuindo para a maior exposição dessas pessoas. 

“As pessoas estão passando informação errada sobre algumas doenças. O paciente de diabetes, o paciente de asma se estiverem com tratamento correto eles não entram no grupo de risco, por estão com a imunidade controlada”, explica. 

Retomada gradual 

Os ambulatórios, responsáveis por atendimentos especializados, estão instalados em quatro policlínicas de Cuiabá. Conforme a Secretaria de Saúde do município, a média atendimento por unidade antes da suspensão do serviço estava em 20 pacientes diários. 

São pacientes com quadro delicado em pediatria, psiquiatria, cardiovascular, diabetes, e asma, principalmente. Por causa do decreto que restringiu a circulação de pessoas desde o dia 20 março, eles têm sido atendimento somente para a liberação de receita. 

“Mas, o atendimento de urgência e emergência continua disponível para esses pacientes, caso for necessário”, disse a gerente de atenção secundária da Secretaria de Saúde, Suellen Gomes Teixeira. 

Contudo, ela acinte que esses pontos de atendimentos são para pacientes que estejam passando por um episódio de agravamento da doença. 

Segundo a médica, a secretaria tem estudado alternativas para retomar gradualmente os atendimentos regulares os pacientes de doenças crônicas. Mas, a medida depende da liberação do prefeito Emanuel Pinheiro. 

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