É um crime pessoal, diz Mauro Mendes sobre ex-secretário preso por tráfico de drogas

Governador disse que recebeu informação sobre a prisão de Nilton Borgato pela imprensa e descartou envolvimento em gestão

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

O governador Mauro Mendes disse não encarar como “problema de governo” o envolvimento do  ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Nilton Borgatto (PSD), em uma investigação de tráfico internacional de drogas, especificamente transporte de cocaína para Portugal.

Borgatto foi preso na manhã desta terça-feira (19) em seu apartamento, na avenida Presidente Marques, em Cuiabá, durante a Operação Descobrimento, deflagrada pela Polícia Federal. 

“O que as pessoas fazem na vida pessoal é um problema delas, não um problema de governo. Realmente proceder, é um crime pessoal não tem nada a ver com o governo, não tem absolutamente nada a ver com a gestão ou algo que ele tenha feito dentro do governo”, disse em entrevista à rádio Vila Real, mais cedo. 

Nilton Borgatto, que deixou o cargo no governo no fim de março, é investigado por suposta participação em uma organização criminosa que incluiria fornecedores de cocaína, financiadores de tráficos (doleiros) e mecânicos e auxiliares, que escondiam a droga na fuselagem de aeronaves. 

No mesmo grupo, são investigados o advogado e lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva, já investigado em Mato Grosso por participação no esquema de propinas na licitação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), e preso em São Paulo. Também está no rol de suspeitos presos a doleira Nelma Kodama. 

A empresária foi presa em Portugal, conforme a imprensa da Bahia. Ela seria uma das financiadoras do tráfico de drogas entre os países. Vale lembrar que Kodama esta entre os condenados em 2014 com base nas investigações da Operação Lava-jato.

A operação

A Polícia Federal, por conta da Operação Descobrimento, deflagrada hoje, cumpre 46 mandatos de busca e apreensão e prisão em São Paulo, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco e Rondônia .

Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador/BA para abastecimento.

Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

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