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Dificuldade para dormir durante a pandemia? Poder ser a falta de abraços

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Redação

Se você se identifica ou faz parte dos 97% de pessoas que relataram problemas para dormir desde que passou a ser necessário se manter distante de outras pessoas para não contrair o novo coronavírus, saiba que isso pode ser um efeito colateral da falta de abraços.

A sugestão é da doutora Tiffany Field, fundadora do Instituto de Pesquisa do Toque, da Universidade de Miami. Ao passo que muitos estudos conduzidos por ela tiveram que ser interrompidos por conta das regras de biossegurança, outros foram iniciados. E um destes aponta para essa constatação.

Para Tiffany, a insônia pode estar sendo causada pela falta de serotonina, um hormônio cujos níveis aumentam quando tocamos alguém ou somos tocados.

As informações estão em uma publicação do jornal El País, que também cita estudos de outros pesquisadores. A doutora Cristina Márquez Veja, da Universidade Miguel Hernández, na Espanha, por exemplo, explica que abraços, beijos e carícias não são apenas agradáveis, são necessários.

O motivo disso está no fato de que o tato é o primeiro sentido desenvolvido pelo ser humano, aquele por meio do qual descobrimos o mundo, assim que nascemos.

Além disso, nosso cérebro – o de outros primatas – tem uma região consideravelmente grande chamada de “cérebro social”, onde neurônios-espelho se ativam, justamente, quando estamos em contato com outras pessoas, disse ao El País a neurologista clínica Teresa Cristina Guijarro Castro.

Imunidade

Tiffany Field lembrou ainda que o contato físico com outras pessoas aumenta nossas “natural killers”, as células de defesa do nosso corpo. Por conta disso, evitar abraços poderia, paradoxalmente, estar nos deixando mais vulneráveis a doenças contagiosas, entre elas a própria covid-19.

Mas calma! Isso não quer dizer que o isolamento social deva ser deixado de lado. Cientificamente, ele ainda é a melhor opção para controlar a pandemia. E há outras medidas que podem suprir a falta que os abraços fazem.

Praticar exercícios físicos é uma delas. A própria doutora Tiffany afirma que o atrito da sua pele com partes de seu próprio corpo pode ativar os mesmos circuitos que seriam estimulados com um abraço.

E ao LIVRE, a médica Ana Flávia von Eicheendorff já havia dito que praticar exercícios moderados também faz as “natural killers” se desenvolverem no organismo.

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