“Bolha social”: estratégia da Nova Zelândia pode estar sendo aplicada em MT

A ideia é permitir o contato entre grupos limitados de pessoas, mas tem um detalhe: ninguém pode encontrar quem esteja fora

(Foto: Reprodução)

Que a Nova Zelândia é um dos países em que a pandemia do novo coronavírus está mais controlada, você provavelmente já sabe. Mas como eles fizeram isso? A estratégia adotada foi a da “bolha social” e que, acredite, não está muito longe do que foi implantado em algumas cidades do interior de Mato Grosso.

Uma reportagem da BBC News Mundo explica que a tal “bolha social” nada mais é que um conjunto maior de pessoas do que exclusivamente as que vivem em uma mesma casa. Podem ser vizinhos, amigos ou parentes, desde que ninguém desse grupo mantenha contato com pessoas de fora.

E como a regra ainda é ficar em casa, o ideal é que as pessoas que compõem uma bolha vivam perto umas das outras. Então, se em um prédio residencial, por exemplo, ninguém furar a quarentena, ali poderia haver interação entre os vizinhos de forma relativamente segura.

Ainda de acordo com a BBC, a Nova Zelândia não definiu uma quantidade de limite de pessoas. Países que começaram a copiar a estratégia, no entanto, têm imposto um máximo de 10 integrantes por bolha.

Em Mato Grosso, os exemplos são um pouco mais abrangentes, mas ainda assim parecidos. Trata-se de cidades inteiras que passaram a controlar as pessoas que entram no município. Quem chega, passa a ser “rastreado” e tem que cumprir um período de quarentena.

Uma medida adotada, por exemplo, em Ponte Branca, que tem 1,7 mil moradores e fica a 500 km de Cuiabá, e Rio Branco, que tem 5 mil habitantes e fica a 330 km da Capital.

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Mais liberdade, mais responsabilidade

Especialistas ouvidos pela BBC afirmam que a estratégia da “bolha social” pode reduzir os efeitos psicológicos que a quarentena tem potencial de causar nas pessoas. Sem se sentir presas em casa, as pessoas não ficariam tão ansiosas, sem contar que seria bem menor a sensação de solidão.

Mas para funcionar, um fator é primordial: a disciplina de seus membros. Se qualquer um que está dentro do grupo furar a quarentena, tiver contato com pessoas de fora e se contaminar com o novo coronavírus, o risco de esse indivíduo contaminar a todos que estão dentro de sua “bolha” é imenso.

Em Ponte Branca, desde o início da pandemia, não foi registrado nenhum caso de covid-19 pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Já em Rio Branco, dois pacientes tiveram diagnóstico confirmado.

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