16 de abril de 2026 21:02
Justiça

Desembargador diz que a Polícia Civil tem análises pendentes contra Chico 2000 e sargento Joelson

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

O desembargador Juvenal Pereira da Silva, membro da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, diz que a Polícia Civil tem documentos pendentes de análise contra os vereadores Chico 2000 (PL) e sargento Joelson (PSB). O material pode gerar denúncia ainda no âmbito da Operação Perfídia.

Conforme o desembargador, os investigadores têm dados extraídos de contas bancárias, celulares e perícias complementares a fazer que precisam de tempo mais longo para análise dos conteúdos, além do prazo inicial da operação.

“As diligências descritas nos autos, como a extração de dados de aparelhos celulares, quebra de sigilo bancário, análise de registros telemáticos, e a realização de perícias complementares, revelam por sua natureza e amplitude, a necessidade de um tempo de tramitação compatível com a complexidade da investigação, em termos diante da estruturação de possível esquema de corrupção sistêmica”, disse.

A avaliação do desembargador está no voto que ele deu para autorizar o retorno dos vereadores ao exercício do mandato na Câmara de Cuiabá, na semana passada. Conforme ele, as pendências levaram o Ministério Público (MPMT) a pedir outras medidas judiciais, inclusive com a prorrogação do prazo do inquérito aberto pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).

O MP disse que, aponta o desembargador, é necessário analisar “fluxos financeiros e vínculos subjetivos entre os investigados”. Chico 2000 e sargento Joelson são investigados por supostamente receberem propina da empresa HB20 Construções.

Conforme a Polícia Civil, os vereadores teriam aceitado receber dinheiro para acelerar o trâmite e aprovar um projeto de lei que parcelava as contas da Prefeitura de Cuiabá, em 2023. A aprovação destravou a entrada de dinheiro no caixa da prefeitura, que teria usado parte dele para pagar dívida com a HB20.

No mesmo voto, o desembargador Juvenal Pereira disse que o retorno dos vereadores ao mandato não impedia a Câmara de abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-los, já que o legislativo tem essa prerrogativa constitucional.

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