A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), disse que aguardará a conclusão do inquérito da Operação Perfídia e não autorizará até lá a abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra os vereadores Chico 2000 (PL) e sargento Joelson (PSB).
“No meu entendimento, o caminho correto não é a abertura de uma CPI, mas sim de uma comissão processante, caso ao final das investigações fique comprovado crime. Não podemos afirmar nada neste momento”, disse.
Chico 2000 e sargento Joelson retornaram aos mandatos na semana passada após quatro meses. Eles tinham sido afastados por ordem da juíza Edina Ederli Coutinho, no dia 29 abril, que considerou a permanência deles como risco de novos crimes.
Eles são investigados pela Polícia Civil por suposto recebimento de propina da empresa HBB Construções, que era a responsável pela construção de trecho da avenida Contorno Leste. O valor da propina citado no inquérito seria de R$ 150 mil.
Os vereadores voltaram a exercer o mandato por autorização do desembargador Juvenal Pereira da Silva. O magistrado foi o relator de um habeas corpus pedido pela defesa do sargento Joelson e estendeu o direito a Chico 2000 por ambos serem investigados pelos mesmos crimes.
Em seu voto na Quarta Câmara Criminal, o desembargador afirmou que a Câmara poderia abrir uma investigação parlamentar para apurar a conduta dos vereadores acusados de receber propina. Paula Calil disse que cinco CPIs estão em andamento.




