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Deputados querem que Assembleia financie pesquisa sobre real número de infectados

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Vinicius Bruno

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pode destinar uma parte de seu orçamento para bancar uma pesquisa que revele um número de contaminados pelo novo coronavírus mais próximo do real.

A Comissão de Saúde, instalada no Parlamento, já aprovou a proposta. A ideia é que se financie a realização de um “inquérito de soroprevalência” no Estado. Uma pesquisa para a qual a Universidade de Mato Grosso (Unemat) em conjunto com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) busca recursos desde o primeiro caso de covid-19 registrado em Cuiabá.

Médico sanitarista, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) foi o autor do projeto. Sua proposta é que, justamente a Unemat com a UFMT façam o trabalho.

A pesquisa deve criar um raio-x da epidemia de coronavírus e seria feita por amostragem.

Um trabalho que custaria em torno de R$ 6 milhões, conforme estima a doutora Ana Claudia Pereira Trettel, virologista, epidemiologista e professora-adjunta da Unemat e também docente do mestrado em Saúde Coletiva da UFMT.

Segundo ela, a proposta das universidades é fazer o inquérito epidemiológico em sete cidades polos: Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Tangará da Serra, Barra do Garças e Sinop.

Se o trabalho fosse limitado a estas cidades, o custo da pesquisa ficaria na casa dos R$ 700 mil. Os pesquisadores da Unemat e UFMT já tentaram levantar o valor junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Até o momento, não tiveram retorno.

Agora, com a possibilidade de um financiamento vindo da Assembleia Legislativa, a pesquisadora garante: “as duas universidades têm expertise e profissionais que podem, em conjunto, realizar a pesquisa. O que não temos são os recursos para fazer a aquisição dos equipamento de proteção individual e os insumos laboratoriais para poder fazer a testagem”.

Resultado da pesquisa ajudaria autoridades a definir medidas mais eficazes de combate ao contágio e a liberar comunidades que estão mais à salvo do vírus (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Para que serve a pesquisa?

Ana Trettel explica que as informações colhidas no inquérito epidemiológico vão dar uma real noção de quanto o vírus se espalhou pelo Estado, o que permitiria ações de combate mais efetivas.

“A proposta inicial era fazer três ondas, para saber se subiu ou desceu a infecção. E, a partir disso, a Secretaria de Estado de Saúde poderia organizar ações mais restritivas ou, talvez, ações que pudessem ir liberando determinadas regiões”.

Sobre o valor a ser investido, ela lembra que a principal variável é o preço dos testes – que custa em média R$ 200 por pessoa. Outros fatores que pesam no orçamento são: transporte, deslocamento das equipes e insumos laboratoriais.

Para Lúdio Cabral o inquérito de soroprevalência é importante porque vai apontar para um “número real de infectados”, o que permitirá conhecer a evolução da curva de contágio.

“Poderemos saber também qual a parcela da população que já teve a covid-19 e agora está imunizada”, diz o parlamentar, lembrando que, devido aos casos assintomáticos ou com sintomas muito leves, os dados oficiais “são apenas a ponta do iceberg”.

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“Se conseguirmos realizar o inquérito de soroprevalência em Mato Grosso, conseguiremos saber com antecedência quando a epidemia atingirá o pico e começará a descida. Com isso, as medidas de combate à covid podem ser tomadas com base em projeções mais precisas”, ele pontua.

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