15 de abril de 2026 19:01
Judiciário

Defesa de gerente da Colibri diz que faltam provas sobre esquema de jogos

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

O advogado Matheus Lima, que patrocina a defesa de Mariano Oliveira da Silva, acusado de ser gerente da organização criminosa Colibri no norte de Mato Grosso, afirmou que a Polícia Civil não tem provas suficientes para incriminar o cliente.

A declaração foi feita à imprensa na tarde desta terça-feira (4), na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), onde foram ouvidos seis dos 33 alvos da Operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil no dia 29 de maio. A ação apura um esquema de jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

De acordo com o advogado, a defesa ainda não teria tido acesso a todas as documentações referentes a operação, mas pontua que a Polícia Civil não teria provas substanciais contra seu cliente. Por isso, segundo informou, tem insistido para tentar uma colaboração.

“Nós percebemos alguns assédios, digamos assim, pelas autoridades policiais, com relação à colaboração. Então, até nessa linha que as autoridades têm seguido, a gente vê que, se estão atrás de colaboração, é porque não há elementos suficientes que comprovem a investigação e todos esses fatos que estão sendo imputados ao meu cliente, por exemplo”, afirmou.

Contra Mariano, pesa a acusação de ser o gerente da organização Colibri no norte de Mato Grosso. Segundo as investigações, Mariano teria sido o responsável por ter sequestrado e extorquido um homem em Juara (700 km da Capital). A vítima seria membro da organização criminosa Ello/FMC, liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho.

Investigação da Polícia Civil ainda apontou que Mariano teria movimentado R$ 1,5 milhão como pessoa física, enquanto sua empresa movimentou R$ 2,7 milhões. Os dados foram conseguidos por meio de quebra de seu sigilo bancário.

Conforme o jurista, a movimentação financeira considerada suspeita em relação ao suposto gerente tem origem lícita. Segundo explicou à imprensa, Mariano trabalha com o aluguel de máquinas pesadas e teria uma papelaria em Sinop (500 km de Cuiabá), onde mora.

“Não tem o que confessar. Até porque nada foi provado. Ele tem todas as atividades lícitas que justificam a movimentação financeira dele”, afirmou o advogado.

Conforme a polícia, os valores foram fracionados e várias transferências foram identificadas para algumas empresas, entre elas, a empresa RR Pago, administrada por Giovanni Zem, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, apontado como líder da organização Colibri.

Oitivias

Na tarde desta terça-feira, a Polícia Civil interrogou seis dos alvos da operação. Mariano foi um dos que permaneceram calados durante depoimento à Polícia Civil. Além dele, foram interrogados Marcelo Gomes Honorato e Giovanni Zem, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia e João Henrique Sales de Sousa. Os três últimos seriam da organização Ello/FMC.

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