O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite são investigados pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em desdobramento da operação Rota Final.
Conforme apuração do LIVRE, contratos assinados pelas empresas familiares de transporte intermunicipal estão implicados na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, sobre suposto pagamento de propina.
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Satélite confirmou que investigadores cumpriram mandado em sua casa, em Cuiabá, e recolheram alguns papeis e documentos pessoais.
“Eles vieram rápido, fizeram o serviço deles e foram embora. A empresa da família parou de operar em 2012, não temos nada a ver com essa situação [delatada por Silval Barbosa]. Ficou feliz de terem vindo para esclarecer as coisas”, disse.

A assessoria de imprensa do deputado Dilmar Dal Bosco informou que o parlamentar está em agenda oficial com o governador Mauro Mendes, mas o jurídico da empresa dele em Sinop (500 km de Cuiabá) prepara uma manifestação sobre a busca judicial.
Na deleção premiada assinada em 2017 com a Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-governador Silval Barbosa entregou um esquema de fraude no transporte intermunicipal para a manutenção de concessão a empresas.
Em 2019, uma concorrência pública aberta para regularização do setor foi suspensa por ordem judicial por indícios de que as empresas tentavam nova fraude.
Os serviços ofertados seriam exploradores em Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, São Félix do Araguaia, Cáceres, Tangará da Serra, Alta Floresta e Sinop.




