Covid-19 avança pelo interior: saiba em quais cidades a doença mais evoluiu

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram a lista, mas outros municípios têm apresentado uma taxa de contágio maior

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Nos últimos três dias, Mato Grosso registrou 686 novos casos de covid-19. Desse total, cerca de 70% estão espalhados em municípios do interior. Uma porcentagem que confirma a tese das autoridades de que a covid-19 caminha para dentro do Estado.

Um exemplo desse avanço é Confresa. A cidade, que fica localizada a 1.165 km da Capital, vinha registrando, em média, um caso a cada 24 horas. Mas nos últimos três dias, 21 novos pacientes do coronavírus foram notificados no município.

De acordo com último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na noite desta terça-feira (9), Mato Grosso já acumulou 4.504 diagnósticos da covid-19 e 140 vítimas fatais.

Desse total, 2.521 pacientes ainda estão em monitoramento, sendo que 246 estão hospitalizados. Outros 1.597 já estão curados.

Apesar do avanço pelo interior, Cuiabá ainda lidera o ranking de casos e de mortes. O acumulado, desde o início da pandemia, é de 1.332 diagnósticos e 37 óbitos.

Várzea Grande, na região metropolitana, aparece em segundo. Já acumulou 397 pacientes e perdeu 24 deles para a covid-19.

Mas dados dos próprios boletins apontam que – entre sábado (6) e segunda-feira (8) – as cidades que mais registraram avanço no contágio foram Rondonópolis (215 km de Cuiabá) e Lucas do Rio Verde (360 km da Capital).

Neste período, Rondonópolis notificou 29 novos pacientes, enquanto Lucas do Rio Verde registrou 22.

Considerando o total de contaminados, desde o início da pandemia, as duas cidades, nesta terça-feira, ocupavam a terceira e a oitava colocação, respectivamente.

Nos últimos três dias, também tiveram alta no número de casos: Tangará da Serra (13), Nova Mutum (11), Sinop (11) e Pontes e Lacerda (10).

Dados do boletim de terça-feira, 9 de junho, da Secretaria de Estado de Saúde

Colapso no sistema

Nesta terça-feira (9), o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, apontou para os problemas em municípios polos que deixaram ou demoraram a contratar leitos – em especial os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – para pacientes da covid-19.

A situação compromete o sistema de saúde, porque pacientes do interior acabam precisando ser transferidos para a grande Cuiabá.

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Mas o próprio Gilberto reconheceu que o governo de Mato Grosso também mensurou de forma errada a quantidade de leitos. Segundo ele, o Estado investiu em leitos de enfermaria, imaginando que um volume maior de pacientes teria versões mais leves dos sintomas.

O resultado, de acordo com dados do último boletim, é uma taxa de ocupação baixa nos leitos clínicos, enquanto que a lotação das UTI se aproxima.

Dados do boletim de terça-feira, 9 de junho, da Secretaria de Estado de Saúde

Ocupação dos leitos

O salto na ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19 também foi  alto. Em um mês, a taxa de ocupação passou de 13,5% para quase 70%.

Em 8 de maio, quando o número de casos confirmados da covid-19 era de apenas 464 pacientes, 45 estavam internados em UTIs.

Mas até horas antes da liberação do boletim diário desta terça-feira, 227 mato-grossenses haviam sido levados para unidades hospitalares por complicações  no quadro de sintomas.

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