Carregando...
ConsumoDestaquesEspecialNegóciosSeleção dos Editores

Com número reduzido de alunos, academias só devem ter fôlego em 2021

Foto de André Souza
André Souza

Após cinco meses de portas fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus, só parte das academias conseguiu voltar a funcionar em Mato Grosso, após liberação do poder público. Das cerca de mil que existiam em todo o Estado, 30% não sobreviveram ao novo coronavírus.

E o gosto amargo do primeiro semestre deve durar um pouco mais do que o desejado.
Para Celso Mitsunari, empresário do ramo e representante da Associação Brasileira de Academias no Estado, o fôlego só deve vir em dois anos.

O motivo, segundo ele, é a diminuição no número de clientes. As regras de distanciamento social e higiene impedem a lotação máxima desses espaços. Na academia dele, por exemplo, os horários são todos agendados. E se antes 30 alunos dividiam o espaço por hora, hoje, o número não passa de 10.

LEIA TAMBÉM

A estimativa é de que apenas 30% dos público estejam frequentando as academias após a reabertura. Um volume insuficiente para a manutenção das empresas, que precisam honrar despesas como aluguel e energia elétrica.

Até que a crise perca força, não há uma estratégias única para atrair o público. Cada estabelecimento tem buscado o que considera a melhor maneira.

“Estou investindo em segurança. Entre as esteiras foram instaladas divisórias para aumentar a proteção. Parece que o aluno está dentro de um box. Além disso, cada um tem um pano com álcool para higienizar os equipamentos. Não consigo, nesse momento, dar desconto, mas invisto em segurança. Essa é a minha aposta”, conta Celso.

Frustração

A crise trouxe também frustração. Segundo Celso, a expectativa era positiva para o primeiro semestre de 2020. Além dele, outros empresários investiram. Foram treinamentos para os profissionais e reestruturação de espaços e equipamentos. Algo que deve ter somado cerca de R$ 380 mil para o setor.

Agora, ele prevê uma segunda onda de crise, causada por quem se endividou para manter o negócio funcionando.

“Todos estão entrando ‘machucados’. Só quem tinha reserva é que está sobrevivendo nessa crise. Eu, particularmente, perdi 10 anos de reserva financeira“, ele revela.

Com o fechamento de parte dessas empresas, em média, três mil funcionários perderam seus empregos em Mato Grosso. “O impacto é grande”, ele lamenta.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

ONG que cuida de 152 animais pede ajuda para manter os resgates em Cuiabá

Doações podem ser feitas diretamente à ONG Anjo de 4 Pata por telefone, Instagram ou Pix
Geral

Crime organizado, saúde pública e impostos lideram lista de preocupações dos mato-grossenses

Pesquisa do Instituto MT Dados aponta que segurança relacionada às facções, atendimento na saúde e carga tributária são os temas que mais preocupam a população
Oportunidades

IFMT oferece 140 vagas gratuitas em cursos técnicos para quem já concluiu o Ensino Médio

Oportunidades são destinadas a quem já concluiu o Ensino Médio e busca qualificação profissional.
Geral

Sesc Pantanal transforma estande em vitrine de conservação ambiental e cultura na FIT Pantanal

Espaço inspirado nas casas pantaneiras rústicas celebra os 80 anos do Sesc no Brasil e 30 anos de atuação do Sesc Pantanal