Mato Grosso

Leitão sobre Selma: “eu não vou bater boca; política se faz no diálogo, não na valentia”

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Gabriela Galvão

Pivô do rompimento da candidata à senadora Selma Arruda (PSL) com a coligação “Segue em frente Mato Grosso”, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que também disputa uma vaga ao Senado, refutou acusações da juíza aposentada e disparou: “o que ela fala de mim é problema dela, eu não vou bater boca com ela. Não estou na política para brincar, estou para dar resultado”.

Em encontro dos candidatos 2018, realizado pela Famato nessa segunda-feira (3), Leitão também disse que a candidata decidiu sair do grupo de forma unilateral e criticou sua maneira “monocrática” de tomar decisões.

“Tem gente que não tem essa experiência e acha que tem que decidir tudo de forma monocrática. Eu sou acostumado a discutir de forma democrática e coletiva. A política é isso, muito diálogo, e não na valentia”, afirmou o tucano.

Segundo o parlamentar, o Senado é a maior casa Legislativa do país e, para assumir uma cadeira, é preciso ter experiência. “Não pode ir lá fazer laboratório. O Senado é o único tribunal isonômico, são três senadores de cada Estado e lá se discute tudo que é estruturante para o país, setores que podem mudar o futuro do Brasil, é uma função muito importante”.

Em relação ao tempo da propaganda eleitoral gratuita, que foi um dos motivos alegados pela juíza aposentada para o rompimento, o parlamentar ressaltou que a decisão de não dividir de forma igual entre os dois candidatos ao Senado foi tomada pela coligação, que conta com dez partidos.

Já no que diz respeito ao outro motivo elencado pela candidata para campanha independente da coligação, que seriam as delações contra tucanos por envolvimento em esquemas de corrupção que teriam sido homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF), Leitão disse apenas: “se ela é oportunista, tem que perguntar para ela”.

“Não vou falar da Selma”

O governador e candidato à reeleição, Pedro Taques (PSDB), por sua vez, declarou que não iria falar nem bem, nem mal, da candidata. “Ela não teve condições de continuar no grupo e espero que continue sua luta, não vou falar absolutamente nada sobre a Selma”. Taques foi um dos principais articulares da aliança com o PSL, de Selma Arruda.

Rompimento

A candidata Selma Arruda anunciou o rompimento com a aliança pela qual disputava a eleição na última sexta-feira (31). Ela entrou em rota de colisão com o PSDB, principalmente com o candidato tucano ao Senado, Nilson Leitão, e decidiu tocar sua campanha separada do restante da coligação, que tem Pedro Taques como candidato ao governo. Na oportunidade, Selma se disse boicotada por Leitão, a quem acusou de fazer um “jogo rasteiro” e desleal.

No conflito mais recente, os partidos aliados decidiram que ela teria metade do tempo destinado a Leitão no programa eleitoral no rádio e na TV, em função de o PSDB ter o maior tempo entre as siglas da coligação, 42 segundos. Selma e o PSL cobravam uma divisão igualitária do tempo de programa, apesar de o PSL ter apenas 7 segundos.

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