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Eleições 2018

Presidente do PSDB diz que “falta de traquejo político” da juíza Selma causou conflitos

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, atribuiu os conflitos na coligação à “falta de traquejo político” da candidata do PSL ao Senado, Selma Arruda. Diversas declarações da juíza aposentada causaram desconforto no ninho tucano, pois Selma se recusaria a apoiar explicitamente seu companheiro de chapa Nilson Leitão (PSDB), que também disputa o Senado. Ambos estão na aliança que sustenta a candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB).

“Houve algumas colocações da juíza, talvez por falta de experiência, de traquejo político, que não agradaram principalmente o PSDB e os candidatos do partido”, contou o dirigente em entrevista coletiva na quarta-feira (29), logo depois de reunião com os partidos aliados que tratou da divisão do horário eleitoral entre Selma e Leitão. “Não acredito que seja má-fé, mas inexperiência. Acho que grupo tem que estar coeso em momentos bons e ruins”, disse.

Na sequência, o tucano amenizou. “Isso é uma questão superada. Estamos conversando para não ter esse tipo de imbróglio. Temos adversários de fora. Não podemos criar clima de conflito, de indisposição”, declarou.

Paulo Borges cobrou também lealdade de todos da aliança e disse esperar que Selma e Leitão se entendam para tocarem a campanha juntos. “Pedir voto para o procurador causa desconforto. Não vou dizer que não. Mas já foi superado”, garantiu.

“A composição tem que ser feita em clima de harmonia e de lealdade. E é com base nesses princípios que queremos tocar essa chapa. Temos uma candidatura governador e as duas candidaturas ao Senado. A partir do momento que se quebra um elo desses, você quebra a confiança e acaba criando um clima”, disse.

Polêmicas

No dia 26 de julho, antes mesmo das convenções, Selma Arruda publicou um vídeo ao vivo em sua página do Facebook dizendo aos seus eleitores que eles não precisavam votar em seus aliados. “Aquele que acredita na Selma e não acredita em A ou B que está na coligação, pode, perfeitamente, votar em outro governador, outro deputado federal ou outro senador”, disse.

Na sabatina do LIVRE realizada na quinta-feira passada (23), também transmitida pelo Facebook, Selma chegou a pedir votos para o Procurador Mauro (PSOL), e afirmou que pede votos para Leitão apenas “por força da coligação”.

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