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Infância esquecida: por que não lembramos de nada de quando éramos bebês?

Bebê nos braços de um adulto, com foco nos pezinhos — imagem representa os primeiros anos de vida e o desenvolvimento da memória infantil
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Você já se perguntou por que não temos lembranças dos nossos primeiros anos de vida? Esse mistério, chamado de “amnésia infantil”, tem intrigado pesquisadores por muito tempo, e agora um estudo da Universidade de Yale pode ter encontrado algumas respostas.

A ideia de que bebês são como “esponjas”, aprendendo o tempo todo, não é novidade. Mas o que talvez você não saiba é que, mesmo que você não se lembre quando adulto, os bebês conseguem formar memórias.

O estudo recente usou imagens de ressonância magnética para observar a atividade cerebral de bebês com idades entre 4 e 25 meses. O que os cientistas descobriram? Quando o hipocampo — a região do cérebro que armazena memórias — se ativa ao ver algo novo, as chances de o bebê lembrar daquela imagem mais tarde são muito maiores.

Em outras palavras, os bebês podem começar a formar memórias semelhantes às de adultos já com 12 meses.

Mas, então, por que não lembramos do tempo em que éramos bebês?

A explicação não é simples, mas uma possibilidade é que essas primeiras memórias simplesmente não sejam armazenadas de forma duradoura. Elas desaparecem antes de se consolidarem como algo que possamos recordar depois.

Outra teoria sugere que, com o tempo, o cérebro vai se desenvolvendo de tal forma que essas memórias se tornam inacessíveis, como se estivessem guardadas em uma gaveta trancada.

Pesquisas com animais reforçam a ideia de que, embora a gente não consiga acessar essas memórias, elas deixam vestígios duradouros no cérebro. Esses vestígios poderiam ser recuperados com estímulos específicos, ou talvez com a ajuda de novas técnicas.

Por que essa pesquisa importa?

Até hoje, achava-se que a amnésia infantil acontecia porque o cérebro dos bebês ainda não estava maduro o suficiente para formar memórias. Porém, esse estudo sugere que o cérebro dos bebês pode, sim, criar essas memórias, mas elas ficam “escondidas” ou inacessíveis com o passar do tempo.

Então, será que suas memórias do tempo em que era um bebê ainda estão lá?

O estudo abre portas para uma nova forma de entender o desenvolvimento infantil e até mesmo os distúrbios de memória. Essas descobertas são só o começo. Quem sabe, no futuro, possamos encontrar formas de acessar essas memórias esquecidas, ou até entender melhor como nosso cérebro guarda e recupera informações.

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