O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini, disse que o crime organizado estaria tentando influenciar a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores de Cuiabá. A declaração foi feita em entrevista hoje (06.10), na Assembleia Legislativa.
Abilio já declarou antes, nesta semana, que o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) e o ministro Carlos Fávaro (PSD), apoiadores de candidatos que perderam a eleição em Cuiabá, estariam se articulando para colocar um vereador de sua confiança na presidência da Câmara.
Abilio incluiu a suposta influência de facção criminosa na mesma fila e lembrou a informação divulgada pelo vereador eleito Rafael Ranalli (PL), de que entre quatro e cinco candidatos teriam sido eleitos em Cuiabá com o apoio do crime organizado.
“Eu não vou entregar a Mesa para o Comando [Vermelho], não vou entregar a Mesa para Fávaro [e] Botelho. Se [eu] tiver que lutar pela Câmara e defendê-la, eu vou lutar e defender”, disse.
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Ranalli disse mais de uma vez em entrevista que ouviu nos bastidores da campanha eleitoral e de vereadores em mandato sobre a influência de organização criminosa no resultado da campanha. Afirmou ainda que não possui provas materiais que incriminariam as pessoas que teriam sido cooptadas.
Cargos na prefeitura
Segundo Abilio, as supostas influências de Eduardo Botelho e Carlos Fávaro na eleição da Câmara seriam por cargos na prefeitura e para manter o contrato de empresas nas secretarias. O comando da Câmara seria uma maneira de marcar território, já que o novo prefeito dependerá da maioria dos vereadores para aprovar projetos de lei.
“A conversa que me trazem é que estão nomeando para alguns cargos na prefeitura e eles sonham em ter a Mesa para assegurar esses cargos. [Quanto aos contratos] digo de antemão que, assumindo a prefeitura, vou romper sim os contratos”, disse.