Até 2050 os arquivos do seu ceular que você guarda na “nuvem” podem ir parar, de fato, no céu. A União Europeia estudou e chegou a conclusão de que é viável (e recomendável) construir data centers no espaço.
Mas o motivo não são as centenas de fotos do seu pet. O problema é a inteligência artificial.
Ficou confuso, né?
Data center é o espaço onde dados do seu, do meu, dos nossos computadores e celulares ficam armazenados. E, sim, estou falando de um espaço físico.
Quando você joga um arquivo no Google Drive, por exemplo, para não ocupar a memória do seu computador ou celular, você está ocupando espaço de outro computador, em outro lugar do mundo.
E como você já deve estar imaginando, agora que eu expliquei, esses data centers também consomem energia. Muita energia! E água, porque precisam ser resfriados constantemente.
O que a inteligência artificial tem a ver com isso?
Ela só funciona com uma base de dados robusta. E com tanta IA “brotando” por aí, a demanda por espaço nos data centers aumentou.
E nem é só isso. Os sistemas de inteligência artificial exigem que os data centers trabalhem com mais “empenho” mesmo. Uma reportagem do portal The News afirma que um sistema como o ChatGPT, por exemplo, pode usar 33 vezes mais energia de um data center que o normal.
Energia e espaço…
Aliás, ainda segundo o portal The News, o Brasil é atualmente líder da America Latina, quando se fala em imóveis ocupados por data centers.
Para o mercado imobiliário, é ótimo! Para o planeta, nem tanto.
Conforme o The News, os data centers em solo brasileiro consomem praticamente a mesma quantidade de energia elétrica que o Tocantins inteiro.
E quando pensamos no mundo todo, esses espaços de armazenamento de dados vão chegar a consumir a mesma quantidade de energia que toda a população japonesa.
Até 2030, diga-se de passagem, as previsões são de que o consumo de energia elétrica para tecnologia aumente até 20%. O que seria equivalente a colocar mais uma Itália no planeta.
Calma, o espaço é a solução!
Os estudos da União Europeia constataram que é viável, técnica e economicamente, construir essas estruturas fora da Terra, no espaço. Um pouco mais longe do que a Estação Espacial Internacional.
Por lá, haveria “energia infinita”, da luz do Sol, por exemplo. E não seria mais necessário resfriar os processadores de dados.
Pelo menos, 13 unidades devem começar a ser construídas nos próximos 10 anos.




