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Crescimento da IA faz União Europeia defender envio de “nuvens” para o espaço

Imagem de nuvens na Terra vistas do espaço
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Até 2050 os arquivos do seu ceular que você guarda na “nuvem” podem ir parar, de fato, no céu. A União Europeia estudou e chegou a conclusão de que é viável (e recomendável) construir data centers no espaço.

Mas o motivo não são as centenas de fotos do seu pet. O problema é a inteligência artificial.

Ficou confuso, né?

Data center é o espaço onde dados do seu, do meu, dos nossos computadores e celulares ficam armazenados. E, sim, estou falando de um espaço físico.

Quando você joga um arquivo no Google Drive, por exemplo, para não ocupar a memória do seu computador ou celular, você está ocupando espaço de outro computador, em outro lugar do mundo.

E como você já deve estar imaginando, agora que eu expliquei, esses data centers também consomem energia. Muita energia! E água, porque precisam ser resfriados constantemente.

O que a inteligência artificial tem a ver com isso?

Ela só funciona com uma base de dados robusta. E com tanta IA “brotando” por aí, a demanda por espaço nos data centers aumentou.

E nem é só isso. Os sistemas de inteligência artificial exigem que os data centers trabalhem com mais “empenho” mesmo. Uma reportagem do portal The News afirma que um sistema como o ChatGPT, por exemplo, pode usar 33 vezes mais energia de um data center que o normal.

Energia e espaço…

Aliás, ainda segundo o portal The News, o Brasil é atualmente líder da America Latina, quando se fala em imóveis ocupados por data centers.

Para o mercado imobiliário, é ótimo! Para o planeta, nem tanto.

Conforme o The News, os data centers em solo brasileiro consomem praticamente a mesma quantidade de energia elétrica que o Tocantins inteiro.

E quando pensamos no mundo todo, esses espaços de armazenamento de dados vão chegar a consumir a mesma quantidade de energia que toda a população japonesa.

Até 2030, diga-se de passagem, as previsões são de que o consumo de energia elétrica para tecnologia aumente até 20%. O que seria equivalente a colocar mais uma Itália no planeta.

Calma, o espaço é a solução!

Os estudos da União Europeia constataram que é viável, técnica e economicamente, construir essas estruturas fora da Terra, no espaço. Um pouco mais longe do que a Estação Espacial Internacional.

Por lá, haveria “energia infinita”, da luz do Sol, por exemplo. E não seria mais necessário resfriar os processadores de dados.

Pelo menos, 13 unidades devem começar a ser construídas nos próximos 10 anos.

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