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Será que faz mal? Anvisa mantém proibição ao cigarro eletrônico no Brasil

Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

Mesmo com a comercialização ilegal do produto acontecendo em larga escala em todo país, a Anvisa manteve a proibição ao cigarro eletrônico no Brasil e defendeu a fiscalização rígida do comércio ilegal.

De acordo com relatório técnico sobre os impactos à saúde, a decisão foi unânime: fica mantida a proibição, importação e propaganda dos dispositivos eletrônicos, em vigor desde 2009.

Mais fiscalização

Em entrevista à Rede Globo, uma relatora da Anvisa cobrou mais fiscalização para que o produto seja tirado do mercado no Brasil.

“Sabemos, sim, que existem contrabandos, descaminhos, falsificação de produtos que possivelmente contribuem para a piora de efeitos adversos do uso do produto em pauta. Mas isso não pode justificar jamais uma conclusão deliberativa da Anvisa sobre qualquer produto, seja pela potencial perda tributária, seja pela possibilidade desleal de acerto e harmonização comercial do produto. Resguardar a saúde com segurança é o que deve fundamentar qualquer decisão”, diz a relatora Cristiane Jourdan.

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Hoje, os cigarros eletrônicos podem ser facilmente encontrados em tabacarias de todo o país. Só em Cuiabá, ao menos, 15 tabacarias oferecem diversos tipos e marcas de cigarros eletrônicos.

Mas faz mal?

Por falta de estudos aprofundados, pesquisadores divergem sobre os impactos do cigarros eletrônicos na saúde.

A primeira corrente defende que, pela falta da combustão do papel e tabaco, os cigarros eletrônicos seriam menos prejudiciais que cigarros tradicionais.

Entretanto, uma segunda corrente afirma que o produto é mais danoso que outras formas de tabagismo.

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