15 de abril de 2026 03:43
Mato GrossoNegócios

Nova concessão da BR-163 em Mato Grosso pode demorar mais de dois anos

acidente
Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

Presidente da concessionária Rota do Oeste, Júlio Perdigão diz que uma nova concessão para BR-163 em Mato Grosso poderá levar mais de dois anos para ser habilitada. O tempo estaria nos padrões necessários para um estudo da situação da rodovia e outros trâmites da outorga. 

“Estes dois anos são para a Empresa de Planejamento e Logística [EPL, empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura] estruturar os novos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e também pra que avalie a nossa contabilidade, pois eu tenho que pagar os meus os passivos”, afirmou. 

O empresário participou na manhã de hoje de uma audiência pública, promovida pelo senador em exercício Fábio Garcia (União Brasil), para debater a situação da rodovia. Segundo ele, os dois anos de transição é a estimativa que pode ser feita hoje para transferir a concessão. E quem assumir o serviço precisará de mais alguns meses para iniciar o trabalho. 

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“Haverá audiência pública para nova licitação e a gente está estimando que, no máximo, pode ser antecipado para dezembro de 2014. O novo concessionário poderá retomar as obras no primeiro período de 2025… ele vai precisar de algum tempo”, comentou. 

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que participou via videoconferência da audiência, criticou o tempo a execução de serviços na BR-163, que ainda poderá ter que esperar. Em tom duro, ele afirmou que a situação atual demanda a previsão de quem vai morrer em acidente para pode evitar novos casos. 

“Precisaríamos saber quem são as pessoas que vão morrer vítimas de descasos nos próximos dois ou três anos – é o que vai demorar para a concessão ser retirada e o governo federal realizar nova licitação – para avisar estas pessoas que elas vão morrer?”, pontuou. 

Descumprimento de contrato 

A Rota do Oeste, grupo ligado à empreiteira Odebrecht, tem a licença de exploração da rodovia em Mato Grosso desde 2014. Um item do contrato prevê que a empresa deveria fazer um investimento de R$ 4,6 bilhões e, desse total, R$ 2,3 bilhões já deveriam ter sido aplicados na duplicação da pista.  

A execução da obra era uma das contrapartidas para a cobrança de pedágio. As obras começaram em 2015 e pararam com estimativa de 26,5% de conclusão – o percentual corresponde a 120 km de 430 km de pistas. Paralelamente, foi recolhido R$ 2,9 bilhões em pedágio, desde então. 

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