15 de abril de 2026 17:26
CidadesCuiabáDestaquesLeis e JustiçaPolíticaSeleção dos Editores

MP quer sistema de alerta de risco sobre fumaça das queimadas

Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Mato Grosso pode ganhar um programa de monitoriamento da qualidade do ar durante o período de queimadas, que está próximo. Pelo menos, foi o que o Ministério Público requereu em uma ação movida contra o governo do Estado.

A ideia é que o programa aponte o grau de perigo que a fumaça acumulada representa à população.

O pedido tem carater liminar, ou seja, pode ser deferido antes mesmo de todo o processo ser julgado. A ação do MP quer ainda que o governo seja responsabilizado pelos danos morais e sociais causados – especialmente á população da Baixada Cuiabana – pelas queimadas de 2020.

Imagem registrada pelo LIVRE em agosto de 2020 (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

De acordo com o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, o Governo de Mato Grosso não cumpriu o que estabelece o art. 6º da Lei Estadual nº 8.830, de 21 de janeiro 2008, permitindo um abandono do Pantanal.

Essa falta de cuidado com a região é que teria resultado no aumento exponencial de biomassa, que se transformou em combustível para os incêndios registrados no segundo semestre do ano passado.

LEIA TAMBÉM

Efeito estufa

De acordo com relatório técnico do Centro de Apoio Operacional Ambiental do MP, os incêndios no Pantanal provocaram a emissão de aproximadamente 141,4 milhões de toneladas de Gases de Efeito Estufa (GEE), especialmente CO2.

Na ação, o promotor de Justiça explica que três fatores definem as condições dos incêndios: combustível vegetal, situação meteorológica e topográfica.

(Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

“Quanto aos meteorológicos e topográficos, nada há para ser feito diretamente para alterá-los, a não ser ações de precaução para mitigar danos previsíveis. Mas quanto ao combustível vegetal (biomassa), era possível, aplicando-se efetivamente a Lei do Pantanal, fazer inúmeras medidas que iam desde o controle do crescimento da biomassa até autorizar a extração das espécies invasoras”, ele sustenta.

Danos à fauna

Além dos danos provocados pela fumaça (CO2) à saúde coletiva, o MP apresenta na ação dados relativos aos danos provocados à fauna e perdas de bens imateriais.

LEIA TAMBÉM

“Deve ficar claro que a causa de pedir desta ação não é composta exclusivamente pelos fatos aqui descritos, mas por todas as suas consequências em relação ao ambiente, este num conceito amplo, com as suas implicações sociais, econômicas, individuais e coletivas, e que ainda venham a ser apuradas”, acrescentou.

O MP requer também que, ao final da ação, o Estado seja condenado ao pagamento de indenização pelos danos causados à coletividade, em valor a ser arbitrado pelo Juízo Especializado Ambiental.

(Com Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Economia

Para cada R$ 1 renunciado, Mato Grosso atrai R$ 4,66 em investimentos privados

Relatório da Sedec revela que programas como Prodeic e Proalmat impulsionaram R$ 29,8 bilhões em investimentos em 2025; geração de empregos no setor cresceu 79% em seis anos
Política

Novo lança Marcelo Maluf ao governo de Mato Grosso

Ele é o terceiro nome, até o momento, que se apresenta como candidato de direita
Economia

Confiança da indústria cai pelo 3º mês e atinge em abril o pior nível desde a pandemia

Índice da CNI recua para 45,2 pontos; pessimismo persistente é alimentado por juros altos, demanda enfraquecida e alta nos custos de produção
Geral

Novos casos de doenças crônicas devem crescer 31% até 2050

Documento publicado nesta quarta-feira (15.04) aponta que população vive mais tempo, porém com múltiplas enfermidades; gastos per capita com saúde podem subir mais de 50% nas próximas décadas