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Prefeito de Cuiabá pede investigação de suposto uso político de delegacia

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Reinaldo Fernandes

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro abriu um pedido de investigação sobre suposto direcionamento da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor) contra a sua gestão. 

O pedido foi protocolado nesta terça-feira (22), na Corregedoria Geral da Polícia Civil. A medida já havia sido anunciada pelo prefeito alguns dias após a deflagração da segunda fase da Operação Overpriced, que investiga indícios de desvio de dinheiro na Secretaria de Saúde do município. 

Hoje, ele disse que a representação contém “denúncias graves, indícios fortíssimos” que materializaria “a falta de isenção, abuso e perseguição política” pelo governo do Estado. 

“Do início desta gestão [estadual] pra cá, houve uma política de esvaziamento da Delegacia Fazendária, que foi desmantelada para estruturar a Deccor que, desde o seu nascimento até hoje, tem sido aparelhada para atingir a Prefeitura de Cuiabá”, disse. 

“Vista grossa” 

Emanuel Pinheiro listou casos que, segundo ele, corroborariam o uso político da delegacia que teriam recebido “vista grossa” para apuração das denúncias.  

Foram citados “compra do jato pelo governo em parceria com o Tribunal de Justiça, compra de livros gratuitos pela Seduc (Secretaria de Estado de Educação), fraude em compra de respiradores para tratamento da covid-19 e R$ 7 milhões para construção de UTI (Unidade Tratamento Intensivo) em Sinop”, cujos contratos foram entregues à CPI Covid do Senado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 

“Essa [denúncia] é a primeira de uma série de medidas que estaremos utilizando para combater o uso do aparelho estatal, violência à democracia”, afirmou. 

Conforme o prefeito, o suposto direcionamento está atribuído na denúncia ao governador Mauro Mendes e a servidores de Deccor, mas não especificou os cargos ocupados por eles nem quantos seriam. 

O prefeito disse ainda que cópias da representação foram encaminhadas às presidências da República, do Senado, da Câmara Federal, ao ministro da Justiça, Anderson Torres, à Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) e à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Outro lado

Em nota, a assessoria do governador Mauro Mendes afirmou que “espera que a Corregedoria Geral da Polícia Civil analise a denúncia o mais breve possível, com a independência que sempre pautou as ações da instituição”. 

A Polícia Judiciária Civil (PJC) informou que a Corregedoria analisa as declarações do prefeito Emanuel Pinheiro para se manifestar sobre o assunto. 

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