16 de abril de 2026 06:37
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Governo de MT comprou 11 vagões a mais para o VLT

Foto de Rafael Costa
Rafael Costa

Mesmo que o governo de Mato Grosso resolvesse concluir a obra do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), 11 vagões possivelmente jamais seriam utilizados pela população. Eles foram comprados em excesso, segundo afirmou o governador Mauro Mendes (DEM).

Mendes fez a revelação na tarde desta segunda-feira (21), ocasião em que anunciou que desistiu de concluir o modal. No lugar dele, será implantado o Bus Rapid Transit (BRT).

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“Houve a compra de 11 vagões a mais, o que expõe a total falta de critério técnico. Esses vagões não poderiam sequer ser utilizados em horário de pico Do transporte coletivo. Se colocássemos 40 vagões para rodar, conforme o projeto original, não teria como colocar outros 11”, disse.

(Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE)

A decisão administrativa de executar o projeto do VLT foi tomada na gestão do ex-governador Silval Barbosa, com apoio irrestrito da Assembleia Legislativa, na época presidida pelo então deputado estadual José Riva.

O parlamentar, na época, fez do modal de transporte uma bandeira política e chegou a ser chamado de “pai do VLT”.

A obra do VLT, que jamais saiu do papel, contou com previsão de investimentos de R$ 1,477 bilhão em decorrência de um contrato de empréstimo firmado com a Caixa Econômica Federal (CEF) para ser pago em 30 anos.

Sem qualquer perspectiva de conclusão, ela ainda foi alvo da Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal em 2017.

Segundo a PF, as empresas do consórcio construtor se envolveram no esquema de pagamento de propina de R$ 18 milhões – o equivalente a 3% do valor da parte de engenharia da obra, orçada, à época, em R$ 600 milhões.

O dinheiro, de acordo com depoimento do próprio ex-governador Silval Barbosa, seria usado para amortizar uma dívida de R$ 29,5 milhões contraída por empresários, membros do seu grupo político, durante a campanha dele ao governo do Estado, em 2010.

Na coletiva de imprensa que anunciou a substituição do VLT para o BRT, o governador Mauro Mendes afirmou que, atualmente, o Estado faz a escolha pelo projeto mais viável.

“É um investimento menor do que o necessário para concluir. Além do menor custo ao Estado, será de baixo custo ao cidadão”, concluiu.

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