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Perita atesta insanidade de homem que arrancou coração de tia e entregou à prima

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O caso de Lumar Costa da Silva, 28 anos, o homem que chocou o Brasil ao arrancar o coração da tia Maria Zélia e entregar à prima, filha da vítima, em Sorriso (400 km de Cuiabá), em julho de 2019, ganhou um novo capítulo.

Depois de dar entrevista na época dizendo não se arrepender do crime, e de ser declaro pelo delegado que investigou o caso, André Eduardo Ribeiro, como “inteligente, mas perturbado”, agora, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) diagnosticou a insanidade do rapaz.

Em um laudo a qual o LIVRE teve acesso, a perita Luana Peres Frick diagnosticou Lumar como portador de Transtorno Afetivo Bipolar tipo 1 e declarou que ele precisa de tratamento psiquiátrico.

Histórico

A perita analisou todo histórico de Lumar, que, segundo o laudo assinado por Frick, Lumar foi criado pelos pais em um ambiente hostil, marcado por conflitos conjugais.

Após a separação dos pais, quando ele tinha aproximadamente sete anos, ele ficou com a mãe e sofreu agressões físicas e verbais diariamente. Ele contou à perita que a mãe chegava a bater a cabeça dele na parede.

Devido às agressões, chegou a tentar morar com o pai aos 15 anos, com quem tinha uma boa relação, mas logo foi buscado pela mãe.

Era um bom aluno, sem reprovação. Mas parou os estudos aos 18 anos para trabalhar, retornando com 20. Inteligente, aprendeu espanhol, inglês e japonês sozinho, somente usando o computador.

Começou a usar maconha aos 23 anos. Aos 28 anos, idade que o crime foi cometido, chegava a consumir seis baseados por semana e também usava LSD.

Vozes

À perita, Lumar descreveu que chegava a dançar por três horas seguidas, andava por horas sem sentir-se cansado, não sentia sono mesmo sem dormir, escutava vozes do universo que o diziam ser o escolhido, alguém com super poderes, dentre outros sintomas.

A perita Luana Peres Frick analisou cada uma das declarações de Lumar, a insônia, as alucinações, os delírios persecutórios e de grandeza, aumento de libido, pensamento alterado, e tudo ajudou-a, segundo o laudo assinado pela mesma, a chegar ao diagnóstico de que Lumar era incapaz de entender a ilicitude de seus atos à época do crime.

“Do exposto e verificado, concluímos que o periciando apresenta o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar tipo 1, necessitando de tratamento psiquiátrico. Na época dos fatos era inteiramente incapaz de entender a ilicitude de seus atos e incapaz de determinar-se segundo este entendimento”, concluiu a perita no laudo.

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