Política

Governador defende regularização fundiária para “ter a quem responsabilizar”

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Camilla Zeni

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) afirmou que é um desafio para o Estado conseguir responsabilizar os criminosos ambientais. Segundo ele, o trabalho é dificultado porque grande parte das áreas onde focos de desmatamento e incêndio são apontados não é regularizada.

A fala foi feita em coletiva de imprensa na quinta-feira (21), na presença do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Mauro Mendes defendeu que parte dos valores a serem enviados para os nove estados da Amazônia Legal, recuperados da corrupção com a Operação Lava Jato, seja usada para regularização fundiária.

Ao todo, R$ 430 milhões serão divididos entre os Estados.

Segundo Mauro Mendes, uma parcela significativa de terras da Amazônia Legal não tem titulação, o que dificulta o trabalho de responsabilização. 

“Nós acreditamos e temos convicção de que a titulação é decisiva, porque quando você tem a quem responsabilizar, quando você conhece o proprietário, você pode cobrar”, afirmou.

“Quando a gente consegue identificar quem praticou [o crime] na área, chega lá e a pessoa não tem propriedade, é um posseiro, e não adianta lavrar nenhum tipo de multa”, complementou.

40 mil processos

Atualmente, segundo o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), 40 mil processos de regularização de terras estão em andamento, entre áreas rurais e urbanas.

Mauro garante que a realidade é a mesma nos outros oito estados amazônicos. 

Para tentar minimizar o problema, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) criou um comitê para agilizar a regularização fundiária na Amazônia Legal.

A equipe de trabalho foi criada em setembro deste ano depois que os governadores, incluindo Mauro Mendes, apresentaram a demanda para o presidente Jair Bolsonaro.

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26 de abril de 2026 16:09