JudiciárioMato GrossoPolítica

Selma tenta reverter cassação no TSE: “mato-grossenses não ficarão sem sua senadora”

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

“Os mato-grossenses não ficarão sem a sua senadora eleita por defender a bandeira do combate à corrupção”. A afirmação é da defesa de Selma Arruda (PSL-MT), que recorreu, mais uma vez, contra a cassação de seu mandato.

Selma foi condenada pelas práticas de caixa dois e abuso de poder econômico durante a eleição de 2018, no dia 10 de abril. O novo recurso foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) nessa segunda-feira (12).

Ela pede que o caso seja encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Foi cassado um mandato majoritário, de uma senadora da República, sem que ela tivesse à disposição os meios de provas inerentes à defesa. É isso que se espera ver corrigido no Tribunal Superior Eleitoral”, diz o recurso.

No documento, a defesa de Selma Arruda afirma que não houve ilícito, nem caixa-dois e abuso de poder econômico. Os advogados comparam as contas de Selma às do ex-candidato Nilson Leitão (PSDB). Ele chegou a ser aliado e depois passou a opositor, durante o pleito, quando a coligação foi rompida entre os partidos.

Segundo os advogados, a senadora teria gasto, com campanha e pré-campanha, R$ 2,93 milhões. Já o candidato opositor, que não foi eleito, gastou R$ 2,96 milhões sem incluir os gastos de antes do pleito.

Conforme a defesa, considerando as datas de pagamento, apenas R$ 319,9 mil teriam sido, supostamente, caixa dois. Contudo, desse valor, R$ 140 mil foram pagos à KGM, empresa de pesquisas. Como ela não foi incluída do processo, o valor deve ser desconsiderado.

Restaram, então, R$ 179,9 mil, pagos à empresa de publicidade Genius. Apesar de reconhecerem o valor, os advogados alegam que o valor é ínfimo e que não pode, sozinho, orientar cassação de mandato.

Cassação

Selma foi cassada no dia 10 de abril, depois que o Ministério Público Eleitoral a denunciou por campanha extemporânea. A senadora teria gasto R$ 1,2 milhão via caixa dois.

Conforme a ação, do valor levantado, R$ 855 mil foram empregados antes de o período eleitoral ter início. Outros R$ 376 mil foram gastos na campanha. Por unanimidade, ela teve o mandato cassado.

Depois, a defesa recorreu, alegando omissão de fundamentação e obscuridade na decisão. O recurso foi voltado no último dia 25. Também por unanimidade, o TRE-MT acolheu as alegações de forma parcial, mas manteve a cassação.

Leia também

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Reaparecimento de tartarugas-cabeçudas na Baía de Guanabara intriga pesquisadores

Fenômeno inédito documentado pelo Projeto Aruanã revela novos hábitos de espécie ameaçada de extinção em águas fluminenses
Geral

Bióloga do Inpa vence maior premiação científica do Brasil em 2026

Com quase 50 anos de dedicação à Amazônia, Maria Teresa Fernandez Piedade recebe o Prêmio Almirante Álvaro Alberto
Economia

Brasil proíbe apostas em política, esportes e reality shows em mercados preditivos

Decisão do CMN entra em vigor em maio e separa “bolsa de previsões” de jogos de azar; apenas temas econômicos seguem liberados
Economia

Imposto de Renda: Veja o que pode e o que não pode ser deduzido na declaração

Enquanto saúde não tem teto de gastos, educação possui limite de R$ 3.561,50 por pessoa; cursos de idiomas ficam de fora
26 de abril de 2026 16:35