Cidades

Triplo atropelamento: bióloga dirigia a menos de 60 km/h e com condições de reagir

Foto de Julia Oviedo
Julia Oviedo

O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indicou que a motorista Rafaela Screnci, 33 anos, que atropelou três pessoas, vitimando fatalmente duas delas, em frente à Boate Valley em Cuiabá, dirigia a uma velocidade entre 54 e 58 km/h.

De acordo com o perito responsável pelo caso, Henrique Praeiro, o acidente foi motivado por fatores humanos, levando em consideração dois pontos: a motorista tinha condições de reagir e as vítimas, que se não tivessem parado na pista, teriam concluído normalmente a travessia.

“Descartamos os fatores relacionados à via, que estava em perfeitas condições de trafegabilidade, e ao veículo, que estava em perfeitas condições de funcionabilidade, sem apresentar nenhuma falha ou pane veicular”, explicou Praiero.

A demora na pista ocorreu – de acordo com a polícia – por causa da única sobrevivente do acidente, a jovem Hya Girotto, 21 anos, que aparece nas filmagens prolongando a travessia, que estava sendo realizada por mais outros dois jovens, Myllena Inocêncio, 22 anos e Ramon Viveiros, 25.

O delegado da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, apontou que ainda aguarda outras provas para confirmar a exata velocidade do veículo, mas acredita que o crime cometido por Rafaela pode passar a ser doloso, quando há intenção de matar.

“Ela está a um passo de ter sua responsabilidade alterada da culposa, para a dolosa. Mas nós vamos aguardar esse esclarecimento adicional em relação às provas audiovisuais para se confirmar se a velocidade gira em torno dos 54 km/h ou 58 apontados pelo laudo”, destacou o delegado responsável.

Entenda o caso

O atropelamento aconteceu na madrugada do dia 23 de dezembro, na Avenida Isaac Póvoas. Os três jovens Hya, Ramon e Myllena,  estavam saindo da Boate Valley por volta das 6h. Foi quando Rafaela Screnci Ribeiro descia com um veículo Renault Duster Oroch, atropelando o trio.

Devido ao impacto da batida, Myllena morreu poucas horas depois. Já Ramon Viveiros chegou a ser socorrido e foi transferido para um hospital particular. Ele passou por uma cirurgia, mas seu quadro se agravou dias depois e ele acabou não resistindo aos ferimentos.

A motorista foi presa e dias depois teve o valor da fiança aumentado pela Justiça, passando de R$ 9 mil para R$ 28 mil, atendendo a um pedido do Ministério Público.

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