15 de abril de 2026 01:00
JudiciárioMato Grosso

Gráfica teria recebido R$ 2 milhões de Caixa 2 para fazer campanha de Taques

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

A gráfica Print teria recebido R$ 2 milhões de Caixa 2 para realizar serviços na campanha de Pedro Taques para o Governo do Estado em 2014, a época filiado ao PDT e atualmente no PSDB.

O tucano teria proposto o esquema por medo de declarar a doação, pois a gráfica estava sendo investigada por contratos com a Assembleia Legislativa (ALMT) e o Governo de Mato Grosso.

O empresário Alan Ayoub Malouf, delator na Operação Rêmora, e já condenado na Justiça Estadual por um esquema de fraudes em licitações de obras de escolas em Mato Grosso, disse que a negociação entre Taques e o dono da gráfica, Dalmi Defanti, ocorreu na sacada do antigo apartamento do atual governador, localizado no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

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O delator disse que o serviço foi prestado e declarado, todavia, pelo que soube informar, após o pagamento efetuado pela campanha o dinheiro era devolvido pelo empresário para a campanha e entregava como Caixa 2.

A Operação Rêmora foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) após flagrar um cartel de empresas que superfaturava obras de construção e reforma de escolas na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A delação, obtida em primeira mão pelo LIVRE, tem 20 anexos, cada um relatando um suposto episódio do esquema fraudulento que resultou na deflagração da operação, que investiga um esquema de fraudes em licitações de obras de escolas em Mato Grosso, na gestão do ex-secretário estadual de Educação Permínio Pinto (PSDB).

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da delação nesta sexta-feira (19).

Outro lado

O governador Pedro Taques, por meio de nota, nega a prática de caixa dois em sua campanha de 2014, além de ressaltar que não é réu na Operação Rêmora e que terá ampla defesa nos autos.

Veja na íntegra a nota encaminhada ao LIVRE.

“Conforme já declarado desde 2016, o governador Pedro Taques nega a prática do chamado “Caixa 2” em sua campanha eleitoral ao Governo de Mato Grosso em 2014 e tampouco autorizou vantagens indevidas a qualquer empresa durante o exercício do mandato. Apesar de citado por delator em acordo de delação premiada, Taques não é réu no processo da chamada “Operação Rêmora” e terá direito a ampla defesa nos autos. O governador já constituiu advogados para atuar no processo e garantir que a verdade prevaleça”.

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