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Eleições 2018

Candidato a senador denuncia Selma Arruda à PF e ao MPF por caixa dois

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Redação

O candidato a senador Sebastião Carlos (Rede) protocolou, no sábado (29), denúncias contra a adversária Selma Arruda (PSL) no Ministério Público Eleitoral (MPE) e na Polícia Federal, acusando a candidata de abuso de poder econômico e caixa dois. Ele juntou cópias de cheques pessoais emitidos por Selma para pagar despesas da pré-campanha, no valor total de R$ 700 mil. Selma declarou até agora despesas eleitorais de R$ 413 mil, sendo R$ 230 mil para a agência Genius.

Os cheques fazem parte da ação que o publicitário Luiz Gonzaga Rodrigues Junior, conhecido como Junior Brasa, move contra Selma para cobrar uma dívida de R$ 1,160 milhão. Dono da agência Genius, ele foi marqueteiro de Selma no período da pré-campanha e início da campanha. Em agosto, ela contratou o jornalista Kleber Lima, que assumiu a coordenação de marketing no lugar de Brasa. No início de setembro, Selma rompeu com a agência e passou a tocar a campanha com a equipe de Kleber.

Nas representações, Sebastião disse que os cheques provam que Selma começou a campanha antes do que prevê a legislação – e portanto,  iniciou a campanha com vantagem.

“Desde abril de 2018 a candidata contratou serviços de campanha junto à empresa Genius at Work Produções Cinematográficas Ltda, que por meio daquela demanda busca receber a diferença entre o valor contratado e o quitado. O que é mais grave, foram emitidos cheques de sua conta corrente, todos compensados, para quitação dessas despesas em período vedado, é o que se denota da referida demanda judicial. Referida conduta caracteriza abuso de poder econômico, contrariando o artigo 30-A da Lei nº 9505/97”, dizem as representações.

Pagamentos à Genius

Na ação de cobrança, o ex-marqueteiro de Selma relatou que recebeu o primeiro pagamento em 10 de abril, um cheque de Selma no valor de R$ 150 mil. Segundo ele, em 4 e 21 de maio, ela emitiu mais dois cheques no mesmo valor e, em 16 de julho, ela emitiu um novo cheque, de R$ 100 mil. Brasa disse que, em 7 de agosto, recebeu um cheque de R$ 150 mil do suplente Gilberto Possamai, pré-datado para 30 dias, e que descontou o cheque em uma factoring para pagar o pessoal contratado.

Todos esses valores, no total de R$ 700 mil, foram pagos na pré-campanha. O primeiro pagamento via conta de campanha foi feito em 28 de agosto, com transferência no valor de R$ 230 mil. Em 21 de setembro, depois do rompimento, ele recebeu mais um cheque de campanha, no valor de R$ 100 mil. Dessa forma, segundo Brasa, Selma pagou um total de R$ 1,030 milhão.

Outro lado

Em nota, Selma disse que as acusações que ela realizou gastos de campanha não declarados à Justiça Eleitoral, conhecido como caixa dois, são uma armação política.

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