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35 escolas estaduais voltam às aulas; sindicato sustenta que greve continua

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Gabriela de Lima

Segundo o governo de Mato Grosso, ao longo dos últimos dias, 35 escolas da rede estadual de ensino voltaram às atividades em municípios como Tangará da Serra, Sorriso e Rondonópolis.

Em contra partida, em assembleia geral realizada em Cuiabá na tarde desta segunda-feira (10), profissionais da educação optaram por manter a greve, apesar do corte de pontos na folha salarial.

Enquanto o governo afirma que, das cerca de 700 escolas estaduais de Mato Grosso, 361 estão com aulas normais; o Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública de Mato Grosso (Sintep) sustenta que o corte nos salários de quem não trabalhar não afetou o movimento grevista, que segue com adesão de 90% dos profissionais em Cuiabá e 70% no resto do Estado.

Assembleias individuais

Conforme o governo, algumas escolas realizaram assembleias internas para debater se continuariam em greve ou retornariam às aulas. Foi o caso da Escola Estadual Pindorama, localizada em Rondonópolis (a 212 quilômetros de Cuiabá). O retorno das aulas nessa unidade ocorreu na última quarta-feira (5).

“Desde o início da paralisação, foi firmado o acordo de fazermos uma assembleia e que a decisão da maioria valeria. Como a maior parte dos profissionais não queria continuar o movimento de paralisação, então, voltamos ao trabalho”, explica a secretária escolar Samira Mendes.

Motivos e propostas

Os profissionais da educação cobram um reajuste salarial de 7,69%, previsto uma lei estadual, além de um cronograma para reforma de escolas e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de seus salários. O governo, por sua vez, argumenta não ter dinheiro para atender às reivindicações, dada a crise financeira que enfrenta.

O Sintep afirma que o documento enviado pelo governo à categoria, contendo propostas para um acordo que ponha fim à greve, não atende aos anseios da categoria, portanto, a greve segue por tempo indeterminado.

A partir desta terça-feira (11), os profissionais da educação prometem se concentrar na porta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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(Atualizada às 14h48)

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