Mato Grosso

Wellington endurece discurso e acusa Mauro Mendes de deixar prefeitura com obras inacabadas

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Gabriela Galvão

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e a 22 dois dias do primeiro turno das eleições, o candidato ao Governo do Estado, senador Wellington Fagundes (PR), que até então adotava uma posição “diplomática” em relação aos adversários, endureceu o discurso contra o primeiro colocado nas sondagens, Mauro Mendes (DEM).

Conforme o republicano, mesmo com recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) garantidos, Mauro Mendes deixou sete unidades básicas de saúde com obras inacabadas ao fim de seu mandato como prefeito de Cuiabá, em 2016.

“Deixar obra parada é algo que não vai acontecer no meu governo. Meus adversários falam de experiência e tentam mostrar que foram bons gestores, mas coincidentemente não aproveitaram ao máximo os recursos públicos”, disse o senador, também numa referência ao governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB).

Wellington pontuou que dados oficiais da prefeitura demonstram que havia mais de R$ 3,6 milhões parados em caixa, que poderiam já ter beneficiado moradores de bairros como Doutor Fábio, Ribeirão do Lipa e Jardim Passaredo.

“Mauro Mendes responsabilizou as empreiteiras que venceram as licitações e considerou natural a paralisação das obras, mas a unidade do CPA IV, com R$ 659 mil garantidos, teve apenas 10% de suas obras realizadas até o fim de sua gestão”, declarou.

Segundo o atual prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), que apoia Wellington Fagundes na disputa rumo ao Palácio Paiaguás, hoje quatro unidades estão em processo licitatório, mas as obras teriam encarecido em até 40% devido a paralisação. Emanuel pretende entregar as unidades em 2019, quando Cuiabá complete 300 anos.

Pesquisas de intenção de voto

A pesquisa mais recente sobre as eleições para o Governo do Estado, realizada pelo Instituto Real Time Big Data e divulgada pela Band MT, apontava a liderança isolada de Mauro Mendes, com 33%. Em segundo lugar, figurava Pedro Taques, com 23%, seguido de Wellington, com 17%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob os números MT-02178/2018 e BR-05751/2018.

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