15 de abril de 2026 20:27
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Vídeo mostra Gilmar Fabris deixando apartamento

Foto de Redação
Redação

Reprodução/Hipernotícias

fabris

Um vídeo obtido pelo site Hipernotícias mostra o momento em que o deputado afastado Gilmar Fabris deixa seu apartamento às 05:34 do dia 14 de setembro -vinte minutos antes da chegada da Polícia Federal para cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Operação Malebolge. Ele parece estar de pijama e usa chinelo.

De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), o deputado foi avisado da diligência e tentava proteger documentos relevantes à investigação. Em razão deste episódio, o ministro do STF, Luiz Fux, acatou o pedido de prisão e ainda determinou o afastamento de Fabris do cargo de deputado estadual.

“De posse dessa informação, o deputado Gilmar Fabris com sua esposa Anglisey Batini Volcov, empreenderam incontinenti fuga do local, ainda em roupas de dormir, e levaram consigo uma valise preta, provavelmente, com documentos e valores de interesse das investigações”, escreveu a PGR.

A defesa de Fabris alega que não houve fuga e que o horário em que o deputado deixou sua residência, antes das 6h da manhã, nada tem de incomum. Na maleta, a defesa afirma que havia pertences de uso diário como telefone celular, canetas, papel, anotações de seu trabalho, além de remédios de uso controlado.

O apartamento teria sido encontrado “bagunçado”, o que de acordo com a defesa do deputado se deu porque a empregada ainda não havia chegado ao local. Para o advogado, deboches maldosos da PGR sugeriram o cumprimento da prisão preventiva contra o deputado.

Gilmar Fabris afirma ter saído de sua residência em direção a Várzea Grande, onde iria visitar obras no Pronto-Socorro da cidade e no ginásio “Fiotão”, além de visitar o ex-senador Jayme Campos e o ex-vereador Maninho de Barros.

Ao ser avisado, às 06h30, sobre a busca e apreensão no apartamento, o deputado teria levado sua esposa ao restaurante Bolo de Arroz, para que ela se acalmasse.

Depois, eles teriam ido almoçar em uma peixaria e Fabris teria dado expediente na Assembleia Legislativa durante a tarde.

Malebolge

Durante a Operação Malebolge, a PF cumpriu buscas e apreensões em 56 endereços ligados a pessoas citadas pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em seu acordo de colaboração premiada fechado com a PGR. Gilmar Fabris é apontado como um dos deputados que teriam recebido o chamado “mensalinho” na Assembleia, durante a gestão de Silval. O valor pago aos deputados, R$ 600 mil por ano de acordo com o ex-governador, serviria para que eles aprovassem projetos do governo do Estado e não investigassem membros do executivo.

 

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