A elefanta asiática Baby, que vive há aproximadamente três décadas no Beto Carrero World, em Santa Catarina, deverá ganhar um novo lar em Mato Grosso. A decisão foi tomada pela 2ª Vara da Comarca de Penha (SC), que determinou sua transferência para o Santuário de Elefantes Brasil, localizado em Chapada dos Guimarães, no prazo máximo de 60 dias.
A discussão judicial começou após o anúncio do encerramento das atividades do zoológico do parque. Inicialmente, Baby seria encaminhada para uma instituição em São Paulo, mas a mudança foi interrompida após uma ação ajuizada pela ONG Princípio Animal. Desde então, a elefanta continuou sob os cuidados do parque.
Durante o processo, a ONG e o Santuário de Elefantes defenderam que a estrutura existente em Chapada dos Guimarães oferece melhores condições para a qualidade de vida do animal, incluindo mais espaço para deslocamento, maior liberdade e a possibilidade de convívio com outros elefantes.
O Beto Carrero World sustentou que Baby já possui uma rotina estabelecida, além de acompanhamento especializado, e argumentou que uma transferência poderia causar dificuldades de adaptação.
Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que o principal critério deveria ser o bem-estar do animal. Embora tenha reconhecido a adequação das instalações do parque catarinense, entendeu que o santuário mato-grossense reúne condições mais compatíveis com as necessidades naturais da espécie.
A decisão também prevê acompanhamento técnico durante todo o processo de mudança, com participação de veterinários e especialistas responsáveis por exames e monitoramento da adaptação da elefanta após sua chegada ao novo ambiente.
Até a conclusão da transferência, os cuidados com Baby serão divididos entre o parque e o santuário. Além disso, o Beto Carrero World deverá colaborar com os custos iniciais relacionados à adaptação do animal em Mato Grosso.
Segundo a ONG Princípio Animal, a decisão representa um marco ao considerar o bem-estar e os interesses da própria elefanta na definição de seu destino, reforçando o reconhecimento dos animais como seres sencientes.





