A Câmara Municipal de Pedra Preta (243 km de Cuiabá) analisa nesta segunda-feira (1º) os pedidos de cassação contra o vereador Gilson da Agricultura (União), que chamou a prefeita Iraci Ferreira (PSDB) de “cachorra viciada” durante sessão da semana passada.
Até sexta-feira (29), cinco representações já haviam sido protocoladas na Casa: da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), da primeira-dama Virginia Mendes, da deputada federal Gisela Simona, da própria prefeita e ainda do União Brasil, partido ao qual Gilson é filiado.
O processo seguirá o regimento interno da Câmara. Primeiro, os vereadores decidem em plenário se aceitam a denúncia — são necessários oito votos dos 11 parlamentares. Se aprovada, será formada uma comissão processante para avaliar o caso, garantindo direito de defesa ao acusado. No fim, o parecer volta ao plenário para decisão final.
O presidente da Câmara, Laudir Martarello (PSB), afirmou que a fala de Gilson não pode passar impune. “Nós repudiamos qualquer violência. O bom convívio entre os Poderes depende da ética de cada parlamentar. As palavras dele falam por si só”, disse.
O ataque
A confusão começou na sessão do dia 25 de agosto, quando Gilson votou contra a destinação de R$ 500 mil para festas públicas. Irritado, o vereador questionou a prefeita pelo suposto descaso com o abastecimento de água na zona rural e, ao criticar uma possível busca por votos no futuro, a chamou de “cachorra viciada”.
A resposta da prefeita
Iraci reagiu de imediato, anunciando que acionaria Gilson na Justiça. “Um parlamentar que é um analfabeto político, que não sabe respeitar uma mulher e muito menos a população. Nós vamos ao extremo. Pedimos a cassação dele e esperamos que o presidente da Câmara tome decisões cabíveis”, declarou.