Em depoimento prestado nesta segunda-feira (22), o policial militar Raylton Mourão chorou e admitiu ter sido o autor do disparo que matou a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande. O crime ocorreu no último dia 11 de setembro.
Raylton se entregou no domingo (21), no 1º Batalhão da PM, e foi levado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, onde foi ouvido pelo delegado Edison Pick. Para evitar assédio da imprensa, entrou pelos fundos do prédio, mas acabou flagrado por jornalistas na saída. De cabeça baixa e com uma jaqueta cobrindo o rosto, permaneceu em silêncio.
Chorou e tentou blindar esposa
Durante a oitiva, o militar disse estar arrependido, assumiu a execução e ainda isentou a esposa, Aline Valando Kounz, de participação. Ela segue foragida. Segundo o advogado de defesa, Marciano Xavier, Aline teria fugido assustada com a repercussão, por ser mãe de duas crianças e temer as consequências.
Investigações continuam
As investigações apontam que o crime pode estar ligado a um acidente de trânsito ocorrido em março, quando Rozeli bateu em um caminhão-pipa de propriedade do casal. Sem acordo, a personal acionou a Justiça e uma audiência de conciliação estava marcada para cinco dias após o homicídio.
Terceiro envolvido
Rozeli foi seguida por dois homens em uma moto e baleada dentro do carro, a caminho da academia onde trabalhava. As câmeras de segurança registraram de cinco a seis disparos contra a vítima.





