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Variante Delta: estudo sugere intervalo menor entre as doses da vacina contra a covid

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Redação

Em regiões de prevalência da variante delta do novo coronavírus, o intervalo entre as doses de vacina dcontra a covid-19 precisa ser mais curto do que 12 semanas. Isso daria um controle maior sobre a pandemia.

É o que sugere modelo um matemático desenvolvido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) a partir de dados preliminares da eficácia da vacina para a variante delta. A ferramenta está descrita em artigo publicado na PNAS nesta quarta-feira (18).

O modelo matemático foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP), reunidos no grupo ModCovid-19.

A tecnologia desenvolvida por eles projeta qual o tempo seguro e ideal entre as doses. Vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose, por exemplo, precisam de um intervalo menor de aplicação do que as com taxas de eficácia maiores.

Alimentada com estudos prévios sobre eficácia dos imunizantes, a tecnologia indica quando é possível adiar as doses e quando se atinge o máximo possível de proteção.

“O próprio algoritmo decide quando é melhor aplicar a segunda dose, levando em conta a primeira, de maneira a controlar o mais rápido possível a pandemia”, explica Paulo José da Silva e Silva, co-autor do estudo.

Por isso, a ferramenta, que está disponível on-line, pode ajudar nas tomadas de decisão durante o processo de imunização da população brasileira e de outros países.

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Paulo lembra que quando o artigo foi escrito, em fevereiro desse ano, a principal pergunta era se valeria a pena adiar a segunda dose e qual a maneira mais segura de se fazer isso, em virtude da quantidade limitada de vacinas.

Nesse sentido, o estudo teve como base a fabricante Astrazeneca e concluiu que o percentual de eficácia entre a primeira dose e segunda era muito pequeno e, por isso, comprovadamente, valeria a pena esperar e vacinar mais gente com primeira dose.

Agora, com o avanço da variante delta em algumas regiões do Brasil e do mundo, as estratégias de vacinação podem ser revistas a partir deste modelo.

“Se você está em um lugar onde ela é a variante prevalente, a eficácia da primeira dose, pelas primeiras estimativas que estão saindo agora, é muito menor do que era com a alfa, então muda a relação da eficácia entre primeira e segunda dose. Essas análises confirmam que a decisão é delicada e que tem que ser feita de maneira sistemática”, observa Paulo.

(Com informações da Agência Bori)

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