Depois de semanas em que sua presença na Assembleia Legislativa virou quase uma lenda urbana de corredor, o ex-deputado estadual Ulysses Moraes decidiu deixar o cargo comissionado que ocupava na ALMT. A exoneração foi confirmada pelo presidente da Casa, Max Russi, que afirmou já ter encaminhado o pedido ao setor de Recursos Humanos.
Nos bastidores, o clima já era de desgaste. Parlamentares e servidores vinham questionando a permanência de Ulysses no posto de superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil — um cargo estratégico, com salário próximo de R$ 19 mil. A situação ganhou força após denúncias sobre suposta baixa frequência presencial do ex-parlamentar na sede do Legislativo.
O episódio acabou chamando atenção justamente pelo contraste: Ulysses construiu sua trajetória política fazendo discursos contra privilégios, cobrando fiscalização e apontando falhas da máquina pública. No fim, virou alvo do mesmo tipo de cobrança que costumava fazer. Para evitar um desgaste maior dentro da Mesa Diretora, a saída acabou sendo tratada como “pedido pessoal” — e, ao menos oficialmente, tudo terminou de forma tranquila.





