O projeto que prevê a construção de um túnel no trecho conhecido como Portão do Inferno, na MT-251, foi finalizado e deve seguir para licitação nas próximas semanas. A informação foi confirmada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), em entrevista concedida à rádio Capital FM, nesta terça-feira (4). A obra é considerada a solução definitiva para os constantes deslizamentos e interdições na estrada que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.
Segundo o governador, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) está realizando os ajustes finais antes da abertura do processo licitatório. No entanto, ele voltou a criticar a lentidão dos órgãos federais responsáveis pelo licenciamento ambiental.
“Finalizaram o projeto, está na área de licitação da Sinfra, estão fazendo algumas revisões e ajustes finais. O grande problema é o Ibama, que não faz e não deixa a gente fazer. Eles têm obrigação de dar o licenciamento, mas são lentos. Pode levar seis, dez anos. Por isso pedimos a delegação de competência para que a Sema fizesse, mas nem isso foi autorizado”, afirmou Mendes.
Como o Portão do Inferno está dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a execução da obra depende de autorizações do ICMBio e do próprio Ibama, o que tem travado o andamento do projeto de duplicação da rodovia.
Alternativas e custos
Questionado sobre a possibilidade de usar a MT-030 como rota alternativa, Mauro descartou a ideia, afirmando que o trajeto encareceria o projeto e prejudicaria o comércio local.
“A MT-030 é uma alternativa, mas é uma obra muito cara. Além disso, toda a estrutura turística está na MT-251 — Véu das Noivas, Salgadeira, os balneários. Do outro lado não tem nada, e o custo seria altíssimo por causa da serra. É mais sensato duplicar a estrada atual”, justificou.
Histórico de impasses
O problema no Portão do Inferno ganhou destaque em dezembro de 2023, após deslizamentos que interromperam o tráfego e afetaram a economia de Chapada. Em 2024, o Ibama chegou a liberar uma licença para o corte do morro, mas o projeto foi suspenso após falhas estruturais e questionamentos técnicos.
Diante disso, o governo optou por uma solução mais segura: a construção de um túnel, definida após novos estudos geotécnicos realizados pela Sinfra-MT.
“O túnel é a alternativa mais viável e segura. É um investimento mais alto, mas resolve de forma definitiva um problema que afeta moradores, turistas e a economia local”, destacou Mauro.




