A troca de farpas entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Pode), ganhou mais um capítulo — e com direito a ironia no asfalto. Após acusar o parlamento de “atacar” Cuiabá, Abilio ouviu de volta que talvez nem esteja passando pelo novo Hospital Júlio Müller por causa dos buracos no caminho.
Russi tratou de corrigir o prefeito sobre a velha polêmica do hospital: não saiu do lugar, não foi “entregue” a Santo Antônio de Leverger e segue como unidade pensada para todo o estado. De quebra, lembrou que a obra teve apoio direto da Assembleia — aquela mesma que, segundo Abilio, estaria prejudicando a capital.
No pacote, o deputado ainda resgatou serviços prestados, como ações na pandemia e obras de infraestrutura, numa tentativa clara de reposicionar a narrativa: menos ataque, mais parceria. Mas o recado veio com tempero político — e pouca paciência para dramatização.
Para Russi, o barulho tem endereço certo: a pré-campanha. Com a primeira-dama Samantha Iris colocada no jogo eleitoral, a temperatura subiu — e a retórica também. A crítica virou estratégia, e a estratégia virou munição.
No fim, Cuiabá assiste ao clássico: de um lado, a prefeitura reclamando de perdas e ataques; do outro, a Assembleia dizendo que o problema é mais buraco na rua do que falta de apoio. A eleição nem começou, mas o roteiro já está em cartaz.





