Cidades

Taques invoca Dante para justificar palanque com Bolsonaro

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Gabriela Galvão

O arco de alianças que dá sustentação à pré-candidatura do governador Pedro Taques (PSDB) à reeleição conta com dois presidenciáveis, sendo eles Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). Na última terça-feira (24), Taques confirmou que ambos terão palanque em Mato Grosso.

Para justificar o apoio a Bolsonaro, que é conhecido por suas opiniões controversas sobre temas como segurança pública, direitos humanos, representatividade de minorias, saúde, educação, economia entre outros, o tucano invocou o ex-governador do Estado Dante de Oliveira (já falecido).

“Isso não é novidade na história de Mato Grosso. Em 1994, Dante de Oliveira pediu voto para quatro candidatos a presidente da República. Isso é absolutamente normal e eu estou absolutamente tranquilo. A coligação terá palanque para Alckmin e Bolsonaro e não vejo dificuldade nisso. Dante tinha quatro presidenciáveis”, repetiu.

Em 94, quando disputou o Governo do Estado pela primeira vez, Dante assumiu o compromisso de subir no palanque de todos os candidatos a presidente dos partidos que integravam seu arco de alianças. Sendo ele do PDT, seu candidato era Leonel Brizola (já falecido), mas ele também compareceu em eventos de Orestes Quércia (já falecido, mas à época do PMDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Na sociedade brasileira existem pessoas que defendem vários pontos de vista. Você não tem que concordar com eles, mas tem que respeitar”, declarou Pedro Taques.

O governador argumentou ainda que o debate sobre esquerda ou direita já teve seu momento histórico no Brasil e que agora o que se discute é se é contra ou a favor dos excluídos. “Eu sou favorável ao excluídos. Aqueles que mais precisam, os mais humildes, mais pobres, os menores, sou favorável a esses”.

As comparações com Dante

Não é apenas o fato de ter mais de um presidenciável em sua chapa que tem sido usado pelos tucanos como comparação a Dante de Oliveira, que assim como Taques foi eleito governador pelo PDT e migrou para o PSDB, partido pelo qual disputou a reeleição.

Dante, assim como Taques, apresentava um alto índice de rejeição popular nas pesquisas de intenção de voto às vésperas da eleição de 1998. Tudo indicava que a vitória seria de seu adversário, Júlio Campos (DEM), que surgia em primeiro lugar nos levantamentos, seguido de Carlos Bezerra (MDB).

Nas convenções, Júlio foi oficializado candidato ao Governo do Estado pela oposição e Carlos Bezerra (MDB) ao Senado, na mesma chapa e quem acabou reeleito foi Dante de Oliveira. Com uma campanha baseada no slogan “casa arrumada, hora da virada”, ele conquistou 53% dos votos e encerrou a disputa no primeiro turno.

Com DEM e MDB juntos novamente nas eleições deste ano, os tucanos têm apostado no discurso para repetir a história. O arco de alianças que apoia a pré-candidatura de Mauro Mendes (DEM) ao Governo é formado em sua maioria por dissidentes da gestão de Pedro Taques.

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