O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do empresário Gabriel Júnior Tacca, investigado por envolvimento na morte de Ivan Michel Bonotto, em Sorriso. A decisão é do ministro Joel Ilan Paciornik e foi publicada nesta semana.
Gabriel está preso desde setembro de 2025 e responde por homicídio qualificado e fraude processual. A defesa tentou derrubar a prisão por meio de habeas corpus, alegando irregularidades no processo e questionando a validade de provas obtidas em celulares e câmeras de segurança.
Os advogados também pediram a suspensão da ação penal e a substituição da prisão por medidas cautelares. No entanto, o ministro entendeu que não há ilegalidade evidente que justifique a soltura neste momento. Segundo ele, os argumentos apresentados ainda serão analisados no julgamento do mérito do recurso.
O entendimento segue decisão anterior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que já havia negado outro pedido da defesa. Para os desembargadores, a discussão sobre possíveis falhas na cadeia de custódia das provas exige análise mais aprofundada, incompatível com habeas corpus.
De acordo com o Ministério Público Estadual, o crime teria sido motivado após Gabriel descobrir um relacionamento amoroso entre sua esposa, a médica Sabrina Iara de Melo, e Ivan Bonotto, que era amigo do casal.
A investigação aponta ainda que Gabriel e o comerciante Danilo Carlos Guimarães teriam tentado simular que a morte ocorreu após uma briga em um bar, para esconder o planejamento do crime. O caso foi apurado na Operação Inimigo Íntimo.





