Sete meses depois, MP denuncia procuradora que atropelou gari

Teste do bafômetro apontou resultado 16 vezes acima do que é aceito por lei

Sete meses depois do atropelamento que revoltou a população de Cuiabá (MT), o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu as investigações e ofereceu denúncia, na sexta-feira (28), contra a procuradora do Estado, Luiza Farias Correa da Costa.

O documento foi assinado pelo promotor de Justiça Amarildo Cesar Fachone, que pediu a condenação da procuradora pelos crimes de lesão corporal culposa, de natureza gravíssima, e direção sob efeito de álcool.

O acidente aconteceu por volta das 3h do dia 20 de novembro, na Avenida Getúlio Vargas, uma das principais vias de Cuiabá. Luiza dirigia um Jeep Renegade Sport AT, de cor preta, quando bateu contra a traseira de um caminhão de coleta de lixo, que estava parado na faixa esquerda da via.

Na ocasião da batida, a procuradora atingiu o gari Darliney Silva Madaleno, de 41 anos. Com o impacto, ele teve a perna amputada. O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança de um estabelecimento próximo ao local do acidente.

Conforme a denúncia, os investigadores da Polícia Civil constataram que a mulher estava em visível estado de embriaguez. O teste do bafômetro apontou 0,66 mg/L de álcool, ou seja, marca superior ao permitido por lei, que é de 0,04 mg/L.

Consta na denúncia que, à polícia, Luiza confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, mas, posteriormente, voltou à delegacia e mudou parte do seu interrogatório, negando a embriaguez. Ela disse ainda que não se lembrava de ter sido submetida ao teste do bafômetro no dia do acidente.

Após apresentar o caso, o promotor pediu que a Justiça acolha a denúncia e intime seis testemunhas, entre elas a própria vítima.

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