Senadores de Mato Grosso consideram que o aumento de vagas para deputados federais vai elevar os gastos públicos a partir de 2027. A estimativa do senador Jayme Campos (União Campos) é que o Congresso terá mais de R$ 845 milhões de despesa extra por ano.
O número é baseado num levantamento da Agência Pública. O senador Wellington Fagundes (PL) diz que os gastos maiores vão acontecer apesar de o projeto aprovado conter uma emenda para veta mudanças no orçamento.
“Sem dúvida que isso vai aumentar a gastança, embora que aprovaram uma emenda de gastos públicos, mas é certeza que vai aumentar. É uma vergonha o que acaba de acontecer”, disse.
O Senado aprovou ontem (25) o projeto de lei que acrescenta 18 cadeiras na Câmara Federal, passando o número de deputados de 513 para 531. Os cargos extras vão ser preenchidos já na eleição de 2026. Mato Grosso terá 10 cadeiras a mais, com isso, o tamanho da bancada muda de 8 para 10 cadeiras.
A mudança gera efeito no número de cadeiras nas assembleias legislativas dos Estados que terão mais espaço na Câmara. Em Mato Grosso, o número de deputados estaduais vai aumentar de 24 para 30.
A legislação brasileira estabelece três vagas de deputados estaduais para cada uma vaga de deputado federal. O aumento nas assembleias é obrigatório. Os três senadores de Mato Grosso – Jayme Campos, Wellington Fagundes e Margareth Buzetti (PSD) – votaram contra o aumento.




