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Selma defende reforma e diz que “centrão” não quer participação de estados

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Thiago Andrade

Defensora da reforma da previdência, a senadora Selma Arruda (PSL) destacou nesta segunda-feira (03) que a reforma é urgente para o país e que a articulação para tirar os estados e municípios do texto enviado pelo governo federal vem do conjunto de partidos chamado de “centrão”. Para ela, a articulação é negativa para o país e destaca que os governadores e prefeitos terão que se desgastar com seus eleitores para fazer uma reforma local.

Selma disse ainda que a reforma nos estados e municípios será apenas uma cópia da reforma do governo federal. Sendo assim, seria melhor manter no texto a participação dos estados membros da federação e dos municípios.

“Não há necessidade de provocar um conflito entre policiais, professores e outros servidores públicos com seus governadores e prefeitos. Mas, o centrão não quer muita paz, eles querem é conflito e estão fazendo essa pontuação [retirar do texto estados e municípios]”, disse a senadora por Mato Grosso.

Selma destacou ainda que algumas partes da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do governo devem ser modificadas. No entanto, assim como o senador Jayme Campos (DEM), a senadora do PSL acredita que até o fim do mês o texto esteja apto para tramitar no Senado. “Se isso acontecer, nós temos a previsão de melhora de todo o quadro porque o governo vai começar ter fôlego”, destacou.

Outro ponto crucial para a senadora é a aprovação da reforma tributária para que o país volte a crescer. Ela destacou que a reforma tributária é aguardada há anos para que o país tenha uma tributação mais justa, com menos impostos e um Estado menor. “A ideia é de que o governo federal seja um exemplo para os estados e municípios diminuírem a máquina de maneira que sobre dinheiro e se cobre menos do consumidor”, destacou.

Para ela, o atual modelo brasileiro é carregado de burocracia que emperra o crescimento do país. Destaca que a reforma tributária é tão importante quanto à da previdência e que juntas vão passar o “Brasil a limpo”. “A reforma da previdência vai nos ajudar a parar de perder, a reforma tributária ajudar a começar a ganhar. As duas são importantes e precisam andam juntas, é urgente se aprovar isso o quanto antes”, disse a senadora.

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