14 de abril de 2026 16:02
Eleições 2018Mato Grosso

Selma ameaça desistir de candidatura se PSL coligar com MDB

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

Pré-candidata ao Senado, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) ameaça desistir da disputa nas eleições deste ano caso o seu partido decida fazer coligação com o MDB, sigla que apoia a possível candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao Governo do Estado. A afirmação de Selma ao LIVRE ocorreu logo após o deputado federal Carlos Bezerra (MDB) dizer que ela mostra incompetência política ao querer vetar alianças partidárias.

Selma alegou que se sentiria desconfortável em subir no mesmo palanque que candidatos do partido. Isso pelo fato de ela ter determinado, ainda enquanto juíza, a prisão do ex-governador Silval Barbosa (ex-MDB) e do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva, pai da deputada estadual Janaina Riva, hoje no MDB, além de ex-secretários e integrantes da gestão do partido no governo do estado.

Selma impôs diversas restrições ao PSL para formar a coligações. Além do partido comandado por Carlos Bezerra, a pré-candidata não aceita unir-se ao PCdoB, PT, PSD ou PSDB.

Ataques

Em resposta a Bezerra, que chamou suas condições de “incompetência política”, a pré-candidata ironizou. “Nessa política que pensa em aliança a qualquer custo, eu devo ser mesmo incompetente política, pois preservo meus valores e princípios. Se ser político é não incluir meus valores em conta, eu realmente devo ser bem incompetente”.

Selma ressaltou que não tem nada contra o MDB, mas disse que não acredita que seria bem aceita no grupo em uma possível aliança. “É um partido cheio de pessoas mal-intencionadas. Algumas foram presas e outras ainda serão. Então eu não seria bem-vinda”.

O presidente do MDB em Mato Grosso ainda acusou a juíza aposentada de ter utilizado a magistratura para se promover como política. A acusação de Bezerra remonta a que foi feita pelo ex-governador Silval Barbosa, quando ele acusou Selma de usar a imprensa para dar visibilidade ao seu trabalho como juíza pois já teria um projeto político.

Selma retrucou os dois alegando que a publicidades dada aos julgamentos envolvendo políticos ocorreu para cumprir obrigações legais. “Nunca utilizei da imprensa para me promover. E os fatos foram provados ou por delação ou por documentos e testemunhas. Não fabriquei nenhum fato e não condenei ninguém injustamente para me promover”.

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