O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), ex-ministro do presidente Lula, disse que a redução da jornada de trabalho “não é factível” para todos os setores econômicos.
Alguns como o agronegócio poderiam se adaptar a uma escala mais reduzida por causa da característica própria de produção. Mas o efeito para outros poderia ser o “colapso” financeiro.
“Acho que o agro não teria problema com uma escala 5 por 2, porque eles poderiam modificar o tempo de trabalho no plantio e na colheita. Mas uma pequena empresa não consegue fazer isso. Não é factível para todo mundo a mudança, ela poderia gerar colapso para o empresário”, disse.
Fávaro participou nesta terça-feira (14) do Fórum LIDE Cuiabá em debates sobre o desenvolvimento econômico do país. Representante do agro, o senador disse que irá analisar a proposta da redução da escala para decidir se votará a favor.
No mesmo evento, o presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), empresário Silvio Rangel, diz que a modificação da escala 6 por 1 precisa de mais tempo para ser debatida.
Segundo ele, há vários pontos no regime de trabalho que afetariam os setores econômicos de maneiras diferentes, exigindo o esmiuçamento da proposta de lei.
“Eu não sou contra debater a escala, mas é preciso mais tempo para conversar sobre isso, porque são vários pontos, e alguns setores realmente serão afetados. É preciso adotar vários pontos de vista, ver a coisa por vários ângulos”, disse.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) diz que a redução da escala de 6 dias de trabalho e 1 de folga na semana causaria impacto bilionário para os setores que representa.
O assunto está em debate no Congresso Nacional com apoio do governo federal. A informação é o presidente Lula tenta agilizar o envio de uma proposta antes do fim deste semestre. A aposta dele seria aprovar a redução a partir da pressão popular em ano de eleição.




