14 de abril de 2026 15:51
Cidades

“Resolver o VLT em um ano? Isso aí é ser mágico”, rebate Pedro Taques

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Camilla Zeni

O governador Pedro Taques (PSDB) tornou a rebater as declarações do candidato ao governo Mauro Mendes (DEM) e chegou a ironizar um dos compromissos de campanha do opositor. Dessa vez, Taques o considerou “mágico”, depois que Mendes afirmou em entrevista que precisa de, no máximo, um ano para resolver todos os problemas que cercam as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

“Eu não vou dizer que acredito ou não. Estou dizendo que isso aí é coisa de mágico”, rebateu o governador, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta quinta-feira (26).

Inicialmente, a retomada da obra do VLT também foi uma das promessas de campanha de Pedro Taques, mas enfrentou uma série de barreiras para sair do papel. O atraso nas obras – que deveriam ser entregues para a Copa do Mundo de 2014, quando Cuiabá foi uma das sedes -, já passa de quatro anos.

Sobre isso, Taques disse que não poderia imaginar o esquema de corrupção envolvido na construção do modal, quando fez a promessa.

[featured_paragraph]“O nosso projeto era iniciar o VLT em maio de 2017 e hoje já estaria chegando na Igreja do Rosário. Por que é que não aconteceu isso? Porque houve corrupção. Porque houve a operação Descarrilho em março de 2017 e nós fomos proibidos de negociar com o Consórcio. Porque o Consórcio pagou para o ex-governador do MDB, o Silval Barbosa, para receber corrupção na obra do VLT. A culpa disso é de quem roubou do estado de Mato Grosso”, disse, respondendo a um ouvinte.[/featured_paragraph]

Mesmo o governador já tendo iniciado o edital para retomar as obras do modal, por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), ele garantiu que não há a possibilidade de que as obras sejam finalizadas ainda em 2019. “Nós vamos terminar o VLT. Agora, falar que vai resolver o VLT em um ano, isso aí é ser mágico”, tornou a ironizar.

Taques também lembrou sobre a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017, que investiga fraudes no processo licitatório do VLT. Ele ainda aproveitou para alfinetar o adversário, lembrando que o ex-governador Silval Barbosa era do MDB, que hoje compõe com Mauro Mendes.

O VLT
As obras do VLT começaram em junho de 2012 e tinham o prazo de serem entregues antes do início da Copa de 2014. No entanto, quando o prazo chegou, nem 40% do projeto havia sido executado. O governo do Estado investiu, na época, mais de R$1,066 bilhão, em um contrato firmado com o Consórcio VLT – alvo da Operação Descarrilho.

O acordo chegou a ser prorrogado por mais 12 meses, mas, novamente, as obras não prosperaram. Quando Pedro Taques assumiu – com a proposta de retomar as obras -, ele tentou negociar os valores para a retomada do modal. Depois de uma série de negociações, que envolveram até a Justiça Federal, Taques concordou em pagar mais R$ 922 milhões pela continuidade da obra. Assim, o VLT chegou a custar quase R$2 bilhões, se tornando a obra mais cara da Copa do Mundo de 2014.

A operação Descarrilho veio logo após o novo contrato, obrigando o Estado a romper o acordo. No final do ano passado, Taques anunciou que iria lançar o edital – que ainda não foi finalizado – para terminar a obra. A contratação de uma nova empresa deverá ser feita por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), previsto para ser lançado em agosto.

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