14 de abril de 2026 09:57
Justiça

Projeto de reajuste de salário trava e servidores do Judiciário anunciam paralisação em MT

Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

Representantes dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso estiveram na manhã desta quarta-feira (5) na Assembleia Legislativa (ALMT) para cobrar a aprovação do Projeto de Lei nº 1.398/2025, que cria o Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) e autoriza o reajuste salarial de 6,8% para todos os servidores ativos, de todas as classes e níveis.

A votação foi adiada pela segunda vez após um pedido de vista feito pelo deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), que está em viagem à Espanha. Em resposta, os servidores anunciaram uma paralisação geral nesta quarta-feira (6).

“Nós vamos começar hoje, como fizemos na semana passada: um dia de paralisação na quarta-feira, enquanto não resolver. Amanhã volta ao normal”, afirmou Rosenwal Rodrigues, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat).

Visivelmente irritado, Rosenwal acusou o governador Mauro Mendes (União Brasil) — a quem chamou de “Brucutu do Mato Grosso” — de interferir nos Poderes Judiciário e Legislativo, além do Executivo.

O projeto, de autoria do Tribunal de Justiça, foi incluído na pauta da ALMT em setembro. Durante a sessão do dia 15 de outubro, o deputado Beto Dois a Um (PSB) também havia pedido vista. A proposta chegou a ser aprovada em primeira votação no dia 22 de outubro.

“Hoje, se a Justiça mato-grossense está começando a parar, é por conta do ‘Brucutu’ Mauro Mendes. Vamos parar todas as atividades do Judiciário”, declarou o sindicalista.

Rosenwal também afirmou que, caso o projeto não seja aprovado na próxima semana, o sindicato convocará uma assembleia geral para deliberar sobre uma paralisação total.

“Se na semana que vem os deputados pedirem vista novamente, e se a bancada do governador estiver sendo usada para impedir a votação, nós vamos deliberar uma paralisação geral do Judiciário”, completou.

O presidente do Sinjusmat garantiu que o reajuste de 6,8% cabe dentro do orçamento do Tribunal de Justiça e afirmou que a categoria não aceitará redução no índice.

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